Nota 5 para Espen Eskås no triunfo do Sporting na Champions. Pedro Henriques diz que os golos foram bem decididos, ainda assim, a arbitragem fica marcada por "imensos equívocos na parte disciplinar.
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Está no ar mais um Sem Falta, da Rádio Observador. Noite de Liga dos Campeões, estreia do Sporting na edição 2026/2027 da prova milionária, vitória por 3 x 1 frente ao Galatasaray e com arbitragem de Esaches Panascas, um árbitro que é conhecido do futebol português pelo passado recente nesse jogo frente à Croácia, em que se viu obrigado a anular um gol pela questão da tecnologia. Pedro, é um árbitro que tem experiência?
Sim, é um árbitro com muita experiência, basta ter estado no Mundial. Não vou falar muito mais sobre o árbitro, vamos é falar dos lances, temos muita coisa para falar.
Temos muita coisa para analisar e vamos começar pelos lances, Pedro. Vamos a isso.
Ok, hoje vamos fazer seguido, como temos dois jogos para analisar e, portanto, vamos fazer de forma mais seguida e mais rápida. O Sporting, ao minuto seis, começa por ter um gol anulado, mas a bola transpôs completamente a linha de baliza. Aquela tecnologia não é bem a TLG, aquela tecnologia de linha de gol que nós conhecemos do Mundial, mas é uma tecnologia mais rudimentar, mas também bastante boa, e que permitiu mostrar que realmente a bola tinha transpôs completamente a linha de baliza. Não obstante, o Rui Silva em dois momentos ter, aparentemente, tirado a bola de lá dentro. De qualquer maneira, bate no relógio lá o gol, é tecnológico, depois mais à frente foi mostrado e percebe-se. Não é daquelas que deixa dúvidas, porque depois há uma imagem até lateral, que também veio da videoarbitragem, que mostra, mesmo com os jogadores, sem ser a parte de grafismo, que a bola tinha transposto e, portanto, o gol bem validado, neste caso, ao Galatasaray, estava a dizer que sim.
O do Sporting, não. Foi o primeiro gol do Galatasaray e o único.
Gol bem validado ao Galatasaray. Exatamente, estava aqui a pensar no gol que vai ser anulado depois por fora de jogo. Gol bem validado ao Galatasaray, porque realmente a bola transpôs completamente a linha de baliza. Depois ao minuto 12, para mim ficou um cartão amarelo por mostrar ao Yilmaz. Ele ao esticar a perna direita, acerta de sola e com os pitões na parte interior do tornozelo direito do Vashianidis. É uma entrada muito dura, negligente, e para mim, na minha perspectiva, ficou aqui cartão amarelo por mostrar. Depois, o tal gol ao minuto 19, bem anulado ao Sporting, é na construção da jogada, o Maxer Ujo no corredor esquerdo estava adiantado e com as imagens normais de jogo, isto é, quando param a imagem, não é preciso tecnologia porque se percebe que realmente o Maxer Ujo estava adiantado e uma vez mais, neste caso, foi o assistente que cumpriu o protocolo, deixou a bola ir até o fim. Este fim foi a bola entrar na baliza e depois levantou a bandeirola e com isto permitiu a intervenção do VAR. Imaginemos que ele tinha errado, o VAR podia corrigir. Não foi o caso, acertou e portanto, gol bem, neste caso, anulado à equipa do Sporting. Depois ao minuto 22, o Altamira, ao tentar jogar a bola, levanta muito a perna direita e dá um pontapé, uma verdadeira bicarada, ali no baixo-ventre do adversário e o árbitro, livre direto e cartão amarelo, muito duro aquele pontapé, e por isso, quer tecnicamente, livre direto, quer o cartão amarelo ao Altamira, foi bem mostrado. Ao minuto 43, um equívoco do árbitro, ou meio equívoco, vamos dizer assim. O árbitro marca livre direto contra o Sporting e cartão amarelo ao Suárez. E na prática, o que acontece? Isto é tudo no mesmo segundo, mas a sequência. O Davidson Sanchez abre a mão esquerda e acerta na cara do Luis Suárez. Aqui temos livre direto e cartão amarelo por esta chapada, vamos dizer assim, que não é chapada no sentido da agressão, é abertura de mão. E automaticamente, o Luis Suárez, ao poisar o seu pé, acaba por pisar, com o pé direito, o calcanhar direito do Sanchez. E o que o árbitro vê? Vê esta parte final e realmente o pisão é negligente, é daqueles muito duros. E o árbitro mostra cartão amarelo. Se fosse uma pergunta de teste escrito, solução: livre direto a favor do Sporting e cartão amarelo ao Sanchez por acertar na cara do Suárez e cartão amarelo ao Suárez por ter pisado o adversário. Poderiam dizer: "Como há uma falta antes, é essa que fica e não mostraram amarelo." Há, porque esta é uma conduta imprudente e negligente, e portanto não é anulada. E por isso, tudo certo nesta perspectiva. Ou seja, certo o cartão amarelo, mas faltou pelo menos o cartão amarelo ao Sanchez e o livre era exatamente ao contrário. Isto em relação à primeira parte, estamos, por assim dizer, conversados. Na segunda parte, minuto 51, fica o Suárez a pedir pontapé de pênalti, porque o Saçkir, o guarda-redes, Ugur Can Saçkir, teria eventualmente pontapeado o pé do Luis Suárez, mas percebe-se que ele, bem por baixo do pé do Luis Suárez, também pé direito, o Saçkir com o pé direito pontapeia claramente a bola. Apenas, este apenas entre aspas, acerta na bola e não há rasteira nem pontapé no pé do Suárez e portanto, sem motivo para pênalti como foi pedido. Ao minuto 52, o Eren Elmalı acaba por registrar o Jérémy Katombe, à entrada da área, derruba numa situação onde não tinha grandes possibilidades de jogar a bola. Perdão, nem era à entrada da área, a entrada da área é mais à frente. É uma falta tática, é aquelas situações em que tu só tens o objetivo de destruir a jogada e por isso, livre direto e cartão amarelo por esta falta sobre o Jérémy Katombe, bem assinalado. Ao minuto 54 A questão do momento do pontapé de penalty. E é penalty. Ficou com alguma dúvida, porque ficámos com o guarda-redes a sair-se e ficámos com o Jacobs que ia na corrida por trás do Suárez e quem é que teria cometido a falta. O guarda-redes não toca no Luís Suárez, mas é o Jacobs que em corrida e por trás, abre a perna esquerda, atravessa à frente da perna direita do Suárez e quando digo atravessa à frente e toca-lhe lateralmente. O toque é já a meio da perna e isto desequilibra. E pontapé de penalty bem assinalado pelo árbitro. Faltou, no meu ponto de vista, o cartão amarelo. Por quê? Porque o Suárez está isolado e ao estar isolado é uma clara oportunidade de golo e uma rasteira numa clara oportunidade de golo é penalty e à partida cartão vermelho. Com menos tentativa de jogar a bola, e menos tentativa de jogar a bola é quando tu tentas com a pé, com a perna, jogar de alguma maneira a bola no concésio e derrubas o adversário, entra aqui a lei da dupla penalização, que diz que sempre que há um pontapé de penalty que anula uma clara oportunidade de golo, na tentativa de jogar a bola, o vermelho passa para cartão amarelo e é aqui que eu acho que faltou o cartão amarelo. O árbitro entendeu que se calhar era só um ataque prometedor e o amarelo passa para nada, mas era mesmo uma clara oportunidade de golo e faltou o amarelo. Mas o mais importante aqui para mim é, efetivamente, o pontapé de penalty ter sido assinalado. Depois, a partir daqui, não há mais lances muito relevantes e importantes, mas há alguns lances para referir. O pontapé livre que dá origem ao terceiro golo, aquele grande golo do Zalazar, existe mesmo. O Salah com o pé direito toca e rasteira o Luís Guilherme, mas é entrada à área e aqui falta mostrar cartão amarelo. O árbitro não mostrou o cartão amarelo, ele tem que mostrar, porque é um ataque prometedor. O Suárez fez quase meio-campo todo só com bola e é rasteirada dentro da área e se não é rasteirada entrava na área, portanto uma jogada de perigo. Minuto 80, cartão amarelo bem mostrado ao Deniz Gül, exatamente por pontapear de forma negligente o pé esquerdo do Andersen, uma entrada durinha. Ao minuto 82, ficou também por mostrar cartão amarelo ao Max Araújo, é aquela situação que ele com a mão esquerda agarra e com a direita empurra as costas do Yılmaz, quando ele ia entrar pela área, lateralmente do lado direito. Corta um ataque prometedor e devia ter visto cartão amarelo. E o árbitro só assinalou o livre direto. E na sequência, o árbitro vai ao banco para punir disciplinarmente o treinador do Galatasaray, o Okan Buruk, porque está a protestar. Ele tem razão porque quer o cartão amarelo, mas nunca se pode protestar e quando protesta perde a razão. E por isso, este cartão amarelo nada a dizer, mas faltou mostrar cartão amarelo. E depois, uma vez mais, a questão dos tempos extras, que eu acho que são sempre muito escassos e neste caso da segunda parte, quando tivemos seis paragens para substituições, onde entraram 10 jogadores, dois gols e a mostrar três amarelos, um deles ao banco, tinha que ser muito mais que os quatro minutos que foram dados. De qualquer maneira, isto é o pormenor menos importante. E com isto varremos aqui os lances todos do Sporting.
E a gente está a saber que nota o Mr. S. Penascas depois desta arbitragem.
Eu vou dar cinco. Tivemos 24 faltas, cinco cartões amarelos, 24 amarelos era um terror. E vou dar cinco porque o importante, para mim, das duas melhores decisões e mais importantes, o penalty a favor do Sporting, claro, e o gol anulado por fora de jogo. E são duas boas decisões. Mas tivemos imensos equívocos na parte disciplinar, em lances de amarelos, inclusive no penalty que era amarelo, aquela do Max Araújo. Tivemos ali vários lances em que o árbitro tinha que puxar pelo cartão amarelo e não mostrou. E nesse aspeto acho que foi uma arbitragem menos conseguida por parte desta circunstância disciplinar, embora no mais importante, daí eu ter dado positiva, tenha sido realmente o gol anulado, que não deixa grandes dúvidas, e aqui mérito para o assistente, e o penalty, que foi uma boa decisão.
Pedro, só para lembrar, nota?
Nota cinco para S. Penascas no Sporting 3, Galatasaray 1.




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