Donald Trump Jacquelyn Martin / AP A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira (2) um pedido para que a Califórnia separasse milhares de votos enviados pelo correio por pessoas que, segundo o governo do presidente Donald Trump, não são cidadãos americanos. A decisão ocorre na véspera das eleições legislativas de meio de mandato, consideradas decisivas. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A Suprema Corte se recusou a intervir em um caso envol
Donald Trump — Foto: Jacquelyn Martin / AP
A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira (2) um pedido para que a Califórnia separasse milhares de votos enviados pelo correio por pessoas que, segundo o governo do presidente Donald Trump, não são cidadãos americanos.
A decisão ocorre na véspera das eleições legislativas de meio de mandato, consideradas decisivas.
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A Suprema Corte se recusou a intervir em um caso envolvendo 20 mil pessoas identificadas pelo governo republicano como prováveis não cidadãos nas listas de eleitores da Califórnia, estado amplamente dominado pelo Partido Democrata.
Foi mais um episódio de uma série de disputas judiciais na véspera das eleições de meio de mandato, que definirão o controle do Congresso nos dois últimos anos do segundo mandato de Trump.
Na Califórnia, o governo Trump havia pedido à Suprema Corte que os votos contestados fossem separados até que a cidadania dos eleitores pudesse ser verificada.
Autoridades do estado, porém, afirmaram que a lista parecia conter muitos erros e que, na prática, a medida poderia impedir eleitores legalmente habilitados de votar.
A Suprema Corte não detalhou os motivos da decisão, como é comum em julgamentos de emergência.
Em setembro, os ministros já haviam rejeitado uma tentativa de Trump de restringir o voto pelo correio em todo o país, embora tenham decidido a favor de seu governo em uma série de outros recursos emergenciais.
Caixa do Serviço Postal dos EUA instalada em Manhattan, em Nova York — Foto: Andrew Kelly/Reuters
O governo republicano de Trump colocou como prioridade neste ano identificar eleitores que não sejam cidadãos americanos, apesar de esses casos serem raros.
Um juiz de primeira instância já havia rejeitado o pedido do Departamento de Justiça e alertado que a medida poderia impedir cidadãos de votar nas eleições de meio de mandato desta terça-feira, que definirão o controle do Congresso.
Também nesta segunda-feira, em Washington, outro juiz federal decidiu contra as tentativas do governo de impor exigências de última hora às autoridades eleitorais da Califórnia, concluindo que elas violavam a Constituição dos Estados Unidos.
“O Poder Executivo provavelmente violou a Cláusula Eleitoral da Constituição, que atribui a autoridade sobre as regras eleitorais exclusivamente aos estados e ao Congresso”, escreveu o juiz-chefe James Boasberg.
O governo afirmou que separar os votos era um pedido modesto e permitiria que os votos considerados legais fossem contabilizados posteriormente.
O governo sofreu uma sequência de derrotas nos tribunais nessa ofensiva e também foi criticado por esperar até poucas semanas antes da eleição para apresentar suas exigências às autoridades eleitorais da Califórnia, com base em uma lista que o próprio Departamento de Justiça admite não ser totalmente confiável.
Durante uma audiência para decidir se revogaria uma ordem que proibia o governo de ameaçar processar funcionários eleitorais que permitissem o voto de eleitores potencialmente inelegíveis, a juíza distrital Trina Thompson questionou detalhadamente os relatos de imprecisões generalizadas nos dados do Departamento de Justiça.
“Você concordaria que há uma alta taxa de erros?”, perguntou Thompson a Kenneth Kao, advogado do Departamento de Justiça. “É uma afirmação justa”, respondeu Kao. “É por isso que pedimos a ajuda dos responsáveis pelos registros eleitorais para verificar se todos eles são eleitores válidos.”
Ao mesmo tempo, Bill Essayli, procurador federal responsável pelo escritório do Departamento de Justiça em Los Angeles, afirmou em entrevista coletiva estar bastante confiante de que as pessoas da lista não tinham direito a votar.




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