Declaração foi dada na convenção do PL que confirmou a escolha do filho de Jair Bolsonaro como candidato à Presidência

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25.jul.2026 às 13h10 Atualizado: 25.jul.2026 às 14h28

Ana Luiza Albuquerque Carolina Linhares

O PL oficializou a escolha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o filho 01 de Jair Bolsonaro (PL), como candidato à Presidência da República em uma convenção verde-amarela no Pacaembu, em São Paulo, neste sábado (25).

O discurso de Flávio foi em grande parte dedicado a menções ao pai, com referências a si próprio como "o filho mais velho do capitão".

No telão, foi transmitida uma reprodução de inteligência artificial do ex-presidente, com um recado de apoio ao filho. "Peço que vocês recebam de braços abertos a pessoa que escolhi para me substituir, sangue do meu sangue, meu filho Flávio", disse o Bolsonaro de conteúdo sintético.

O presidenciável chorou ao começar a falar do ex-presidente, ao mesmo tempo que a produção do evento colocou uma música triste para tocar.

Flávio disse que o pai é perseguido, injustiçado e vítima "da maior farsa" da história do país. "Faço questão de dizer a cada um de vocês que sei exatamente o tamanho da responsabilidade que meu nome carrega, o filho mais velho do capitão, o homem que defendeu a liberdade com a própria vida."

O presidenciável do PL disse que, se Lula for reeleito, o Brasil vai caminhar para a ditadura. "Imagina ele indicando [ao STF] mais quatro Alexandres de Moraes para onde o Brasil vai?", questionou. Ele também defendeu que os "Poderes voltem a respeitar a Constituição e sejam independentes e harmônicos entre si".

Flávio resumiu suas propostas ao dizer que filhos devem ser "estudantes e não militantes", que o agro deve ser "respeitado e não endividado" e que o salário vai voltar a durar até o fim do mês. Também defendeu castração química para estupradores de crianças e que fiquem mais tempo presos os que "enfiam o cacete em mulher".

Também foi transmitido no telão um recado de Binyamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, que afirmou que Flávio é um grande defensor do Brasil. "Você é um grande campeão da amizade entre nossos povos (...) Eu sei que você conduzirá o Brasil a patamares cada vez mais elevados", disse ele.

No palco, Flávio, que tenta diminuir a rejeição das mulheres à sua candidatura, se cercou de figuras femininas: sua mãe, Rogéria; sua mulher, Fernanda, que deve ganhar protagonismo na campanha; e sua aliada e nome preferido para a vice, Daniella Marques (Republicanos). "Você é muito mais que só meu pilar, você é minha coluna vertebral", afirmou à mulher.

O presidente da Argentina, Javier Milei, veio ao Brasil especialmente para a convenção, que teve também a participação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), além de uma série de congressistas e candidatos do PL.

Milei chamou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes de "lixo careca" por não ter autorizado que ele visitasse Bolsonaro. Também exaltou a liberdade, criticou o socialismo e disse a Flávio que se prepare para uma grande batalha.

Em seu discurso, Tarcísio, que foi preterido por Bolsonaro para o Planalto, disse que "Flávio está aqui não pelo sobrenome" e que família é algo sagrado.

Afirmou ainda que a esperança está com Flávio, "uma pessoa que vai honrar o pai e o legado" e será "o maior presidente da história".

Tarcísio criticou o PT e disse que "São Paulo prospera porque nunca foi governado pela esquerda". Ele pediu ao público que busque votos e convença os indecisos: "não tem espaço mais para o cansaço, a gente não pode mais se poupar, são 70 dias de trabalho e sacrifício".