O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que não voltaria a colocar o boné de apoio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas que o gesto "não tem nada a ver" com o tarifaço imposto ao Brasil, que afeta a economia pauli…

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que não voltaria a colocar o boné de apoio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas que o gesto "não tem nada a ver" com o tarifaço imposto ao Brasil, que afeta a economia paulista.

Quando Trump tomou posse, em janeiro do ano passado, Tarcísio publicou nas redes sociais um vídeo no qual aparece usando um boné vermelho com o slogan trumpista "Make America Great Again" (faça a América grande novamente). A imagem passou a ser explorada por adversários contra Tarcísio, principalmente após as tarifas que foram impostas ao Brasil e afetam o Estado.

Em entrevista à RedeTV!, exibida na terça-feira (4), o governador foi questionado se hoje se arrepende de ter usado o boné e respondeu: "Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Eu coloquei o boné naquela situação da posse. Não [o colocaria hoje novamente], mas eu acho que isso não tem nada a ver com aquilo que vem depois".

Tarcísio também minimizou o papel do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), seu aliado, na imposição das tarifas. Na época do primeiro tarifaço, no ano passado, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro defendeu a medida como forma de pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo julgamento de seu pai e pelo que chama de perseguição à direita no país.

"O Eduardo não teria peso para tomar decisão pelo governo americano. Isso é narrativa", afirmou. O governador vinculou o tarifaço mais recente à investigação comercial do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) e disse que o governo federal é o responsável pelas negociações.

Tarcísio mencionou ainda medidas adotadas para preservar "o interesse do mercado e dos empresários paulistas" e disse que, se as sobretaxas perdurarem, pretende manter iniciativas como concessão de crédito e liberação de valores tributários retidos, como de ICMS.

Candidato à reeleição, Tarcísio também disse confiar nas urnas eletrônicas, depois de questionamentos sobre o sistema eleitoral brasileiro terem sido levantados por Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência que ele apoia.

"Eu confio nas urnas. Se não confiasse, não era candidato. E tenho muita evidência para acreditar que a coisa funciona", afirmou Tarcísio. "Acho que eu já falei o que tinha que falar sobre isso. Acho que a gente tem que falar de projeto."