Candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB) criticou, em comício em Guarulhos, o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e a direita, pelo envolvimento com o caso do Banco Master e cobrou que ele se explique. "Essa turma do lado de …

Candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB) criticou, em comício em Guarulhos, o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e a direita, pelo envolvimento com o caso do Banco Master e cobrou que ele se explique.

"Essa turma do lado de lá que quer bancar de bom mocinho, está até o pescoço envolvida com o maior esquema de corrupção da história do Brasil, que é o banco Master. Flávio Bolsonaro tem que se explicar", afirmou.

A candidata também fez críticas ao seu adversário na corrida pelo Senado, Guilherme Derrite (PP), que foi secretário de Segurança Pública de São Paulo. Tebet disse que o ex-secretário é o responsável por manter 80% das delegacias das mulheres fechadas a noite e aos fins de semana.

Segundo dados da SSP, o Estado registrou 141 os casos de feminicídio no primeiro semestre deste ano no Estado de São Paulo chegaram ao maior patamar da série histórica, iniciada em 2018. Na comparação com o mesmo período de 2025, a alta foi de 10%.

"20% apenas das delegacias das mulheres encontram-se abertas à noite e nos finais de semana, que é o momento em que nós somos mais violentadas e mortas pela simples razão de sermos mulheres. [Derrite] Está envolvido em denúncias gravíssimas. Ele nomeou o comandante da Polícia Militar, hoje suspeito de envolvimento com crime organizado, o PCC" disse a candidata.

Juntamente com a primeira-dama Janja da Silva e a companheira de chapa Marina Silva (Rede), Tebet apelou às mulheres para garantir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Janja afirmou que são as mulheres que vão definir a eleição. "Estamos na reta final. É muito importante que cada uma de nós converse com mais uma pessoa, que converse dentro da sua casa, com seus parentes, conversem com seus vizinhos, no seu trabalho para mostrar o trabalho do presidente", disse.

A candidata Simone Tebet comentou que são as mulheres que podem colocar Lula e o candidato a governador Fernando Haddad (PT) ao segundo turno. "São vocês mulheres, e nós queremos também os votos dos homens, que podem fazer história elegendo pela primeira vez no Estado de São Paulo, não apenas uma, mas duas mulheres senadoras da República", afirmou. Tebet teve uma cadeira na Casa entre 2015 e 2023 pelo Mato Grosso do Sul.

O eleitorado feminino é importante para a campanha petista. A nova rodada de pesquisa Quaest, divulgada na segunda-feira (14), mostra uma redução da distância entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) no eleitorado feminino. Os dados apontam uma oscilação negativa para o petista, dentro da margem de erro de 3 pontos percentuais, tanto no 1º quanto no 2º turno.

Na simulação de 1º turno, a diferença entre os dois no segmento do eleitorado feminino passou de 14 para 8 pontos em relação à pesquisa divulgada há duas semana. Agora, Lula tem 37% das intenções de voto entre as mulheres, e Flávio 29%. Em 2 de setembro, Lula tinha 39% e Flávio, 25%.

Marina Silva disse que as mulheres têm a oportunidade de fazer história neste pleito caso elejam ela para o Senado. "Eu quero pedir pra vocês uma ajuda (...) São Paulo vai eleger a primeira mulher preta da sua história", afirmou. Marina já foi senadora pelo Acre, entre 1997 e 2011.