A preparar-se para ser mãe pela segunda vez, Catarina Gouveia falou com o Notícias ao Minuto sobre a maternidade, tendo partilhado algumas das suas experiênc...
Catarina Gouveia esteve presente num evento promovido pela Natura para celebrar os 30 anos da marca. Neste encontro, que decorreu em Lisboa, e onde foi dada a conhecer a nova coleção, a atriz conversou com o Notícias ao Minuto.
Na reta final da segunda gestação, a atriz partilhou algumas das suas experiências no que diz respeito à maternidade, e não deixou também de abordar a sua presença no mundo digital, isto depois de ter iniciado a carreira como atriz.
Mas logo no início da conversa, Catarina Gouveia disse que se identificava com a Natura, sobretudo, pelo conforto. Especialmente nesta fase em que está prestes a ser mãe pela segunda vez, a atriz e influencer diz que "esse é o seu critério".
"O número um é sempre o conforto - apesar de que se estende a todas as fases da vida. Nós mulheres temos de estar confortáveis e depois podermos aliar a elegância, um corte mais feminino, que isso também nos traz um lado que gosto de valorizar e, essencialmente, duradouro", acrescentou.
E é igualmente adepta de looks que dão para 'reciclar'. "E que a qualquer momento nós consigamos vestir e não nos sentirmos fora de um contexto, conseguimos adaptar a ambientes e situações", continuou.
"Não tenho um estilo que segue muito tendências. Gosto de caracterizar o meu estilo mais atemporal e muitas vezes faço este exercício: vejo fotografias, por exemplo, de outros anos e consigo olhar e identificar se usaria e de que forma combinaria."
Apesar de com a primeira filha, Esperança, de quatro anos, fruto do casamento com Pedro Melo Guerra, a experiência ser um bocadinho diferente, até porque as crianças têm uma necessidade de maior consumo por estarem em crescimento, a atriz e influencer não deixa de lado algumas práticas de sustentabilidade.
Hoje temos o consumo em segunda mão e eu sou fã assumida, e consumo imenso
Sente que é uma pessoa muito consumista?
Por acaso não. Mudei o meu perfil de consumo desde que criei a minha própria marca. Hoje valorizo muito mais peças que sejam feitas com boa qualidade, atemporais, que se consigam integrar independentemente da fase que a tendência pede. Isso para mim é o mais importante e torna-me muito menos consumista, porque se vamos atrás das tendências, daquilo que se está a usar, usamos um ano, mas provavelmente no ano seguinte já não conseguimos integrar nas nossas combinações e acaba por passar de moda, e fica uma peça posta de lado. Sou uma consumidora muito, muito equilibrada.
E consegue esse equilíbrio quando diz respeito à sua filha? Se bem que é obrigada a consumir porque eles crescem e a roupa deixa de servir…
Sim, obrigatoriamente temos de consumir. Tento também trazer algum equilíbrio no consumo. Por exemplo, os tons, tento que ela vista tons dentro da mesma paleta para depois combiná-los entre si, e não ter que consumir obrigatoriamente uma determinada cor para combinar. Apesar do consumo de uma criança ser diferente porque deixa de servir, tento ser sempre muito consciente de que as crianças, nem nós, não precisamos necessariamente de peças novas.
Hoje temos o consumo em segunda mão e eu sou fã assumida, e consumo imenso. É realmente um período de tempo muito curto, que precisamos constantemente de estar a renovar e são peças que acabam por estar, muitas vezes, quase como novas, porque foram utilizadas poucas vezes. Eu própria também dou para que tenha continuidade e que a vida da peça não acaba ali. E consumo também - para a Esperança - peças que já foram consumidas por outras crianças.
A Esperança é aquela criança que já gosta de escolher a própria roupa?
Sim, ela adora. É super feminina, talvez quase como um reflexo meu, que ela percebe que eu consumo muito os vestidos, os cortes femininos... Gosto mesmo desse lado mais estético das roupas – os cortes, os vestidos, adoro as saias rodadas. Ela acaba por refletir um bocadinho esse gosto e essa tendência que tenho. E adora quando lhe visto um vestido e roda, e diz-me: "Mamã, olha a minha saia, ela roda". E quanto mais rodar melhor. Adora cor de rosa…
E nesta fase da gravidez, no que diz respeito à roupa, tem-lhe sido fácil criar looks ou tem igualmente aqueles dias em que nenhuma roupa do armário a satisfaz à primeira vista?
Mesmo quando não estamos na condição de grávida passamos por esses desafios, não é? Há momentos dos nossos guarda-roupa em que parece que nada serve, nada fica bem, e isso é muito do nosso olho. Na gravidez talvez se evidencie. Mas sou muito prática, dou sempre prioridade ao conforto e à praticidade para o meu dia a dia. Tenho sempre muitos compromissos e, portanto, sentir-me bem é a minha grande prioridade. Mas não tenho tido grandes desafios para me vestir. Consigo adaptar roupas próprias que já tinha.
E também acredito que por ser uma segunda gravidez seja diferente. Já não é uma fase totalmente desconhecida?!
Sim. E depois gosto muito de readaptar o estilo ao momento em que estou a viver. Agora, como estou já na fase final da gravidez, gosto imenso de usar vestidos largos, que trazem conforto… Já era uma peça que vestia mesmo sem estar grávida pela conforto e a leveza que traz. Depois gosto de fazer combinações com acessórios – colocar um lenço à cintura ou ao pescoço.
Principalmente nós mulheres, vivemos muito a ideia de que todas nos sentimos bem quando vestimos uma peça nova. Mas às vezes vestimos a mesma peça, mas com stylings diferentes e faz logo um brilharete completamente diferente, traz uma nova personalidade à peça. E isso acaba por tornar também o nosso perfil de consumo muito mais sustentável. Não precisamos de estar sempre a comprar peças novas, mas temos que nos reinventar. E acho isso super bonito.



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