Raquel: "A questão da inovação é a espinha dorsal das nossas ações" - Yacy Ribeiro/Divulgação A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), afirmou, na rodada de sabatinas do Porto Digital, nesta quarta-feira (19), que é necessário unir o tradicional com a inovação para fortalecer a economia tecnológica do estado e gerar competitividade entre as empresas.
Para garantir que a economia de Pernambuco se autossustente, a governadora defendeu ser preciso transformar o interior em uma região atrativa para o crescimento profissional de recém-formados. “É importante fixar o profissional no interior. Se a gente não garante inovação nas formas de fazer e vender, como a gente vai competir com a economia que vem de fora, com os produtos chineses?", questionou.
O reforço, para Raquel, tem o potencial de aumentar a mão de obra local, evitando o deslocamento de graduados no interior para a capital de Pernambuco ou, até mesmo, para fora do estado em busca de oportunidades. Além de atrair investimentos de fora para os negócios locais.
O campus da Universidade Estadual de Pernambuco (UPE) em Petrolina foi utilizado como exemplo pela governadora. “A UPE não tem cursos de tecnologia em Petrolina. A gente precisa garantir a interiorização com cursos de graduação, especialização, mestrado e doutorado (na área de tecnologia)”.
Governo Analógico O fomento da economia tecnológica foi caracterizado por Raquel como prioridade no cenário da reeleição. Isso porque, de acordo com ela, o governo antecessor ao da pessedista permitiu com que áreas importantes para a população não fossem atualizadas conforme os avanços da tecnologia. "A questão da inovação é a espinha dorsal das nossas ações, porque recebemos um governo absolutamente analógico para dentro (da gestão) e para o cidadão", declarou.
Para a governadora, o setor da saúde foi o mais comprometido. "A gente tinha e ainda têm desafios com o prontuário eletrônico dos serviços de saúde. Nós sequer sabíamos qual era a fila de exames, de cirurgia porque eram planilhadas no papel", exemplificou.
Como solução, a governadora afirmou que, se reeleita, compromete-se a revisar programas já criados pelo próprio governo, como o Colo de Mãe, que acompanha gestantes desde a descoberta da gravidez até o puerpério, pensando soluções para implementar inovações tecnológicas.
Reforma Tributária Ao classificar a economia pernambucana como baseada em serviços, a governadora teceu críticas ao andamento da reforma tributária e comentou as consequências advindas de um cenário tributário inadequado para a dinâmica do estado.
“Não consigo ver a reforma tributária prosperar no país do jeito que ela está. Nossa economia é baseada fundamentalmente em serviços. Pernambuco vai sofrer se a reforma não conseguir dialogar com os diversos segmentos da economia e se não conseguirmos construir um ambiente tributário adequado”, reiterou.
Segundo a governadora, uma consequente da instabilidade jurídica-tributária impacta o empreendedorismo local. “Ninguém vai para um lugar inseguro. O lugar para empreender só é bom quando o empreendedor não se sente com uma faca no pescoço todo dia”, acrescentou.




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