Tropas britânicas vêm treinando para retomar as Ilhas Malvinas em caso de uma invasão argentina; guerra em 1982 deixou mais de 900 militares mortos
A Argentina impôs sigilo à compra de equipamentos para as Forças Armadas do país. A medida foi impementada por meio de decreto publicado no Diário Oficial do país, segundo a TN, rede afiliada da CNN.
A medida foi assinada pelo presidente Javier Milei e pelo Ministro da Defesa Carlos Presti, limitando o acesso à informação sobre o tipo de material, o custo e o fornecedor do equipamento.
Isso acontece em meio ao aumento das tensões com o Reino Unido sobre a soberania das Ilhas Malvinas.
Ainda de acordo com a TN, os regulamentos definem segredos militares como "qualquer notícia, relatório material, projeto, trabalho, fato ou assunto que, no interesse da segurança nacional e de seus meios de defesa, deva ser conhecido apenas por pessoas autorizadas e mantido fora do conhecimento de qualquer outra pessoa".
Além disso, o artigo de uma lei citada na resolução "estipula que a finalidade da Defesa Nacional é garantir permanentemente a soberania e a independência da Nação Argentina, sua integridade territorial e capacidade de autodeterminação, e proteger a vida e a liberdade de seus habitantes".
Eles também indicaram que o Ministério da Defesa "identifica um processo de aquisição de material e equipamento cuja natureza, características e finalidade exigem que seu conteúdo seja conhecido apenas por pessoas autorizadas e mantido fora do conhecimento de qualquer outra pessoa, uma vez que sua divulgação poderia comprometer a segurança nacional e os meios de defesa da Nação."
Tropas britânicas vêm treinando para retomar as Ilhas Malvinas em caso de uma invasão argentina. Mais de 100 soldados se juntaram a reservistas locais para realizar um exercício de seis dias na região no início deste mês, segundo o jornal The Times.
O treinamento reproduziu acontecimentos da invasão argentina de 1982 e incluiu uma caminhada noturna de 32 quilômetros e um ataque anfíbio.
O comandante da companhia, major Nunkoosing, disse ao The Times que o treinamento deu aos soldados “a oportunidade de seguir os passos de nossos antepassados e ter uma pequena ideia do que eles enfrentaram para alcançar a vitória em 1982”.
A Argentina reivindica soberania sobre as ilhas argumentando que herdou o território da Espanha após a independência em 1816 e que o Reino Unido assumiu o controle em 1833 por meio de um ato colonial ilegal.
O Reino Unido jusitifica que os habitantes das ilhas têm o direito de decidir seu próprio futuro.
Em abril de 1982, o governo militar argentino, liderado por Leopoldo Galtieri, ordenou a invasão das ilhas, acreditando que o governo britânico não responderia com força militar.
No entanto, a então primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, enviou uma força-tarefa naval e recuperou o controle após 74 dias de combates. A Argentina rendeu-se em junho de 1982, e a derrota acelerou a queda da junta militar no país sul-americano.
Ao todo, 649 argentinos morreram nos combates, assim como 255 militares britânicos e três habitantes das Ilhas Malvinas.




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