Presidente norte-americano afirma que não retomará ofensiva militar antes das eleições de 3 de novembro, mas mantém aberta a possibilidade de novos ataques após a votação

O presidente Donald Trump afirmou nesta quinta-feira, 8, que não ordenará a retomada dos ataques militares ao Irã antes das eleições de meio de mandato de 3 de novembro nos Estados Unidos.

Enquanto fazia campanha pelos republicanos nesta semana, Trump deu a entender que estava confiante de que o fim da guerra poderia ocorrer nos dias que antecedem ou seguem a eleição, ao mesmo tempo em que sugeriu que continuava aberto à retomada de operações militares em grande escala contra o Irã.

Há semanas, Trump vem ameaçando que uma escalada após as eleições de meio de mandato na guerra que já dura sete meses continua sendo uma opção viável, apesar de suas promessas iniciais aos norte-americano de que a campanha militar duraria apenas algumas semanas.

Nesta quinta-feira, em uma postagem nas redes sociais afirmou que os EUA “não atacarão o Irã em nenhum momento antes das eleições de meio de mandato a serem realizadas nos Estados Unidos em 3 de novembro”.

Trump acrescentou que sua equipe vem “mantendo discussões produtivas com a República Islâmica do Irã”.

As negociações pareciam estar em um impasse desde que Trump, no final do mês passado, rejeitou publicamente a proposta do Irã de reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias, caso os EUA atendessem a certas condições.

O Irã, no entanto, afirmou na semana passada ter recebido uma contraproposta dos EUA. E o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, disse na quinta-feira que esperava que Teerã apresentasse uma resposta formal nos próximos dias.

A postagem de Trump ocorre no momento em que as Forças Armadas enviaram mais recursos para a região. Autoridades americanas afirmaram que um terceiro porta-aviões, o USS Theodore Roosevelt, e milhares de soldados a bordo dele e dos navios que o acompanham, poderiam chegar já no final de outubro.

O anúncio de Trump foi feito no mesmo dia em que o USS Abraham Lincoln deveria chegar ao seu porto de origem, em San Diego, após uma missão de duração recorde em apoio à guerra contra o Irã. Houve relatos de estresse entre a tripulação e problemas de saúde mental, bem como de escassez de suprimentos, incluindo alimentos e produtos de higiene.

O USS George Washington, que normalmente fica baseado na Ásia, substituiu o Lincoln em agosto. O outro porta-aviões no Oriente Médio, o USS George H.W. Bush, está em missão há cerca de seis meses, mas atracou em Phuket, na Tailândia, para uma visita ao porto há alguns dias./AP