No conteúdo da manifestação enviada aos ianques, o “Rachadinha” lista compromissos de rendição caso seja eleito. O senador promete não interconectar o Pix a arranjos de liquidação transfronteiriça “não ocidentais”, garantindo que o sistema financeiro imperialista mantenha o controle sobre os fluxos de pagamento, propõe desonerar o setor de cartões de crédito para favorecer empresas ianques e romper com as "amarras" do Mercosul.
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio “Rachadinha” Bolsonaro (PL), enviou no dia 2 de julho ao Escritório do Representante de Comércio (USTR) do país Estados Unidos (EUA) um documento de 86 páginas com um pedido explícito: a suspensão por 180 dias de tarifas retaliatórias de 25% contra produtos brasileiros, para depois das eleições. A movimentação ocorre em meio à reta final da pré-campanha eleitoral, revelando uma tentativa desesperada do clã Bolsonaro, já em crise, de buscar suporte do imperialismo ianque e evitar prejuízos eleitorais. O “Rachadinha” argumenta que a aplicação imediata das sanções fortaleceria a reeleição de Luiz Inácio (PT), expondo, assim, que seus interesses eleitorais são os únicos que realmente interessa ao clã.
A iniciativa de Flávio “Rachadinha” ocorre após a conclusão de uma investigação comercial do USTR, iniciada em julho de 2025 após articulações do irmão de Flávio, Eduardo “Bananinha” Bolsonaro. O órgão acusa o Brasil de práticas comerciais “irrazoáveis” e recomenda a taxação de produtos nacionais. O senador, que já está inscrito para participar de uma audiência pública sobre o tema no dia 6 de julho, tenta, por meio do documento, adiar as sanções para depois das eleições. A carta não apenas implora pelo adiamento da punição econômica, mas desenha um cenário em que, no caso de vitória bolsonarista, o país se submeteria integralmente à agenda do imperialismo ianque.
Ao pedir a postergação da punição econômica, o senador não defende o interesse das massas afetadas ou da economia nacional, mas busca evitar um desgaste que, segundo suas próprias contas, beneficiaria o governo atual nas urnas. A postura de Flávio Bolsonaro explicita a estratégia de seu grupo em utilizar a burocracia estatal imperialista como trincheira política.




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