"Se eu pudesse fazer tudo de novo, faria exatamente como fiz", disse o Presidente dos Estados Unidos em relação ao conflito no Médio Oriente. Ataque russo a ...
O exército israelita “rejeitou categoricamente” hoje que as decisões sobre bombardeamentos na Faixa de Gaza sejam sempre tomadas por inteligência artificial (IA), contrariando testemunhos no documentário “Naza”, estreado na véspera no Festival de Veneza.
As decisões relativas “à seleção e aprovação de ataques” são tomadas “exclusivamente por pessoal humano, de acordo com as diretrizes das Forças de Defesa de Israel, e não por inteligência artificial”, declarou o exército, em comunicado.
Baseado em 24 testemunhos anónimos de membros das próprias forças armadas e dos serviços de informações, o filme israelita “Naza” (“danos colaterais” na gíria militar) aborda a alegada estratégia seguida pelo exército para devastar o enclave palestiniano, com destaque para a componente tecnológica.
No documentário alguns oficiais afirmam que podem vigiar qualquer pessoa com um telemóvel. Outro entrevistado apresenta-se como o criador de um sistema que, utilizando algoritmos e IA, consegue determinar onde as pessoas se estão a concentrar dentro de um edifício.
Também há relatos sobre bombardeamentos que matam mulheres e crianças no caso de um membro do grupo islamita palestiniano Hamas ser detetado na mesma área.
Esta prática não é porém desconhecida no país dada a seriedade e sensibilidade do tema, de acordo com a agência noticiosa espanhola EFE, como é o caso da organização não governamental israelita de defesa dos direitos humanos Breaking the Silence, formada por ex-militares.
O exército israelita questionou ainda a veracidade dos testemunhos, referindo no comunicado que “incluem afirmações sobre estratégia nacional e militar que excedem claramente o conhecimento dos soldados de baixa patente”.
O preço do petróleo Brent, a referência na Europa, chegou hoje aos 104,83 dólares (90,25 euros) por barril, refere a Bloomberg. O valor representa um recuo de cerca de 2,60% em relação a ontem.
Os rebeldes houthis conquistaram as ilhas Hanish, localizadas no Estreito de Bab al-Mandab, avança uma fonte militar do Governo internacionalmente reconhecido do Iémen à Agence France-Presse. Eram as únicas ilhas que ainda não estavam nas mãos dos rebeldes.
“Tudo o que estava sob o nosso controlo na costa ocidental caiu”, afirmou a fonte do Governo.
Do mesmo modo, uma fonte militar do Governo internacionalmente reconhecido afirmou que também tinham perdido o controlo de toda a costa iemenita do Mar Vermelho para os houthis.
As conquistas dos últimos dias colocam a navegação no Mar Vermelho e no Estreito de Bab al-Mandab na esfera dos houthis.
Os rebeldes houthis afirmaram que a operação contra as forças do Governo internacionalmente reconhecido do Iémen, apoiadas pelos sauditas, foi bem-sucedida e que os rebeldes conseguiram conquistar mais de cinco mil quilómetros quadrados no país, nos últimos dias.
“A operação foi coroada de sucesso e bênção de Deus Todo-Poderoso”, afirmou Yahya Saree, porta-voz militar dos houthis, na rede social X. A ofensiva contra as forças do Governo internacionalmente reconhecido começou a 3 de setembro, com os houthis a conquistarem pontos estratégicos que dão acesso ao Estreito de Bab al-Mandab.
Saree afirma que os rebeldes conseguiram expulsar as forças do Governo em seis distritos das províncias de Taiz e Hudaydah, no sudeste do país, e atacar alvos sauditas no país. Além disso, garante que conseguiram responder a ataques de Riade.
Em relação à navegação no Mar Vermelho, o porta-voz dos houthis garantiu segurança, com exceção feita aos navios sauditas.
“As Forças Armadas Iemenitas reiteram que a navegação marítima é segura para todas as companhias, com exceção dos navios sauditas sobre os quais já foi anteriormente anunciado o bloqueio”, afirmou, sublinhando que vão continuar a atacar alvos sauditas “até ao fim da agressão e ao levantamento do cerco sobre o povo [do Iémen]”.
بيانٌ صادرٌ عنِ القواتِ المسلحةِ اليمنيةِ
في إطارِ ضربِ تحشيداتِ العدوِّ السعوديِّ المجرمِ ومواجهةِ عدوانِهِ السافرِ وحصارهِ الظالمِ المستمرِّ على شعبِنا العزيزِ منذُ اثنَي… pic.twitter.com/ptdrMB2cn8




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