Túlio Gadêlha (PSD) - Foto: Lucas Moreira/Divulgação O candidato ao Senado Túlio Gadêlha (PSD) defendeu, nesta semana, o fim das apostas online no país e citou o endividamento das famílias e a possibilidade de uso das plataformas para lavagem de dinheiro entre as razões para se opor às bets. A discussão ocorre em meio à pressão de autoridades sobre o setor e às declarações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o tema.
“Eu sou contra as bets porque não podemos normalizar uma atividade que está adoecendo e endividando as famílias brasileiras. E existe ainda uma questão que precisa ser enfrentada: as apostas também podem ser utilizadas para lavar dinheiro e movimentar recursos do crime organizado”, afirma Túlio.
A preocupação com a relação entre as plataformas de apostas e o crime organizado também foi mencionada pela governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, que afirmou recentemente que as bets podem facilitar operações de lavagem de dinheiro e contribuir para o fortalecimento de organizações criminosas.
Na sexta-feira (18), Lula também voltou a tratar do assunto. O presidente afirmou que, se dependesse de sua vontade, acabaria com as bets no Brasil e relacionou as apostas ao endividamento e a problemas de saúde associados à dependência.
A atuação de Túlio sobre o tema, porém, começou antes das declarações mais recentes. Em 2024, o deputado apresentou o Projeto de Lei (PL) 3.724/2024, que proíbe a participação de crianças e adolescentes em propagandas de jogos de azar e de produtos cujo consumo é proibido para menores de idade. A proposta foi aprovada por uma comissão da Câmara dos Deputados em maio deste ano.
O texto prevê multas para quem utilizar crianças e adolescentes na divulgação de jogos de azar, com penalidades maiores para agenciadores e empresas do setor.
“A gente não pode esperar o problema crescer ainda mais para agir. Criança não pode ser usada para vender bet, família não pode ser empurrada para o endividamento e o Estado não pode fechar os olhos para a possibilidade de o crime organizado utilizar esse mercado para lavar dinheiro. Essa é uma pauta que eu já enfrentava no Congresso e que vou continuar enfrentando no Senado”, afirma o candidato.
*Com informações da assessoria




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