Segundo o postulante, o modelo atual não é benéfico para o desenvolvimento das empresas. - Felipe Ribeiro/Folha de Pernambuco O deputado federal e candidato ao Senado por Pernambuco Túlio Gadêlha (PSD) defendeu, durante sabatina promovida pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do estado de Pernambuco (Fecomércio-PE), nesta sexta-feira (18), a revisão das regras do Simples Nacional, regime tributário criado para microempresas e empresas de pequeno porte.
Segundo o postulante, o modelo atual não é benéfico para o desenvolvimento das empresas.
“Você termina desincentivando o crescimento dessas empresas. A gente precisa incentivar. Se a empresa está bem, produzindo, gerando emprego e crescendo, nós não precisamos aumentar a carga tributária de modo que desincentive ela de crescer. Precisamos revisar as regras do Simples e isso se faz com amplo debate em comissões no Senado, ouvindo especialistas”, disse.
Durante as entrevistas, o candidato respondeu a perguntas sobre o fim da escala 6x1, o fortalecimento do Simples Nacional, a ampliação de crédito para micro e pequenos empreendedores, a reforma tributária, a regulamentação da inteligência artificial, a pejotização nos aplicativos de transporte, além de logística e infraestrutura, entre outros temas. Escala 6x1 Ao comentar a proposta de mudança da escala 6x1 para a 5x2, o postulante reconheceu que a medida pode gerar preocupação inicialmente entre os empresários, especialmente pelos possíveis impactos sobre a jornada de trabalho e os custos da operação.
Segundo ele, porém, é necessário considerar também despesas indiretas, como a rotatividade de funcionários, os custos de treinamento e os impactos relacionados à saúde dos trabalhadores.
"Muitas vezes, quando o empregado está submetido a uma jornada exaustiva, ele termina precisando de mais assistência médica, já que sua saúde é prejudicada de acordo com a carga horária de trabalho.”
O candidato também mencionou dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para argumentar que jornadas consideradas exaustivas e metas abusivas podem gerar impactos não apenas para os trabalhadores, mas também para a economia e para as próprias empresas.
“Tivemos, no ano passado, 546 mil trabalhadores que adoeceram, segundo dados do INSS, em virtude de jornadas exaustivas e metas abusivas. E isso é prejudicial para a economia e para a empresa", destacou.
Segundo Túlio Gadêlha, a redução da jornada e a ampliação do período de descanso podem gerar qualidade de vida para o trabalhador e lucro para a empresa.
"Tem estudos na Coreia do Sul que mostram que as empresas passaram a lucrar mais, porque o fato do trabalhador está exercendo a função naquele dia também tem custo para a empresa. A gente também tem estudos na França e em Portugal. Isso é qualidade de vida para o trabalhador e lucro para a empresa que reduz seus custos e, principalmente, tem trabalhadores mais capacitados", afirmou.
IA Durante a sabatina, o candidato também falou sobre a inteligência artificial. Para ele, a IA é pouco utilizada no dia a dia e cabe ao estado incentivar, a partir de processos de qualificação da juventude, a tecnologia dentro dos setores.
"Eu tenho sido um dos deputados que mais investiu na qualificação profissional. Aqui em Pernambuco a gente conseguiu investir mais de R$ 2 milhões junto ao Porto Social para qualificar mais de dois mil jovens no mercado de trabalho. A gente conseguiu em Glória do Goitá, junto ao Instituto Giral, qualificar 600 mulheres costureiras. E conseguimos mais de R$ 1,5 milhão em Caruaru e criou um Centro de Qualificação Profissional das Mulheres", exemplificou.




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