Torcedor do Athletico-PR e praticante de muay thai , o adolescente Gustavo de Oliveira, atualmente com 16 anos, viu seu corpo mudar de forma rápida e drástica, mesmo para alguém que está em fase de crescimento. Leia mais (06/25/2026 - 09h16)
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25.jun.2026 às 9h16 Atualizado: 25.jun.2026 às 10h05
Torcedor do Athletico-PR e praticante de muay thai, o adolescente Gustavo de Oliveira, atualmente com 16 anos, viu seu corpo mudar de forma rápida e drástica, mesmo para alguém que está em fase de crescimento.
No começo de 2025, ele tinha menos de 70 quilos. No final desse mesmo ano, o peso dele chegou a bater os 113 kg.
Por trás dessa mudança súbita, havia um pequeno tumor benigno, instalado na base do crânio, que bagunçou completamente a fabricação do cortisol, um hormônio fundamental para o funcionamento do organismo. E a descoberta desse tumor aconteceu quase que por acaso.
A recepcionista Silmara de Oliveira, mãe de Gustavo, percebeu que havia algo de errado com a saúde do filho em junho de 2025.
Ele se queixava de dores de cabeça por alguns dias, então resolveu medir a pressão arterial com um aparelho que a família tem em casa, em Curitiba. E o resultado mostrou que a pressão dele estava alterada.
"Nós achamos que o aparelho poderia estar com algum defeito", lembra Silmara. "Mas, ao mesmo tempo, ele já vinha com o aumento de peso e muito apetite, chegava a comer três pratos por refeição."
Após passar por consultas com médicos e nutricionistas, a família fez alguns ajustes na dieta —Gustavo já praticava bastante exercício, e chegava a fazer três aulas de muay thai por semana.
"Só que, quanto mais a gente cuidava da alimentação, mais ele engordava", diz a mãe.
A saúde de Gustavo continuou a piorar, até que um evento aleatório o levou de volta ao médico: em setembro de 2025, ele sofreu uma lesão no tornozelo durante uma sessão de muay thai.
Como a pele dele ficou bem roxa, a mãe resolveu levá-lo a um pronto-socorro. "Ele fez uma radiografia, mas não havia nenhuma fratura", relata Silmara.
O quadro de saúde de Gustavo fez a médica do pronto-socorro pedir para mãe e filho voltarem no outro dia, para uma avaliação mais aprofundada.
Eles foram então encaminhados ao Hospital Pequeno Príncipe, que é referência em atendimento pediátrico no Paraná. Gustavo lembra como estava condição física dele naquela época.
"Eu não conseguia andar na rua, não conseguia fazer nada, porque sentia que ia morrer, não dava para respirar", descreve ele.
No hospital, Gustavo foi submetido a uma série de exames, para que os médicos pudessem confirmar ou descartar as hipóteses que explicariam a situação do adolescente.




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