A gigantesca nave geracional Chrysalis propõe uma jornada pesada para levar a humanidade rumo a outro sistema estelar muito distante. Essa estrutura colossal abriga milhares de pessoas em um ecossistema totalmente fechado durante quatro séculos de voo contínuo. O que é a nave geracional Chrysalis e como ela funciona? O projeto propõe uma embarcação gigantesca... The post Uma espaçonave de 58 quilômetros de extensão chamada Chrysalis venceu um concurso internacional de design

Cientistas revelam a nave geracional Chrysalis para 400 anos

O projeto conceitual da nave Chrysalis para viagens interestelares Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR

A gigantesca nave geracional Chrysalis propõe uma jornada pesada para levar a humanidade rumo a outro sistema estelar muito distante. Essa estrutura colossal abriga milhares de pessoas em um ecossistema totalmente fechado durante quatro séculos de voo contínuo.

O projeto propõe uma embarcação gigantesca com 58 quilômetros de comprimento para viajar até outro sistema solar sem paradas. Uma matéria do portal Space Daily detalha que essa estrutura roda o tempo todo para criar uma gravidade artificial amigável para os passageiros.

A ideia central é que cerca de 2.400 pessoas vivam lá dentro por muito tempo sem depender da nossa Terra para nada. Essa tripulação original inicia a viagem, mas serão os seus tataranetos que vão finalmente pisar no planeta de destino daqui a 400 anos.

Manter todo mundo respirando e comendo exige um suporte de vida que recicla absolutamente tudo o que rola nos corredores e cabines. A água, o ar e até os resíduos orgânicos passam por um ecossistema fechado super rigoroso para não faltar o básico no prato de ninguém.

O clima lá dentro tenta imitar o nosso mundo com áreas verdes para cultivo de alimentos e espaços próprios para manter o gado saudável. Ficar sem comida a milhares de quilômetros de casa não é uma opção, então a tecnologia robótica precisa funcionar sem falhas durante toda a jornada.

Construir algo desse tamanho no meio do vácuo exige materiais absurdamente fortes e um orçamento que bateria na casa dos trilhões de dólares. Imaginar uma obra dessa magnitude flutuando longe do sol é um verdadeiro desafio para a engenharia moderna.

Dá uma olhada nas dimensões principais dessa máquina maluca:

Pular de um planeta para outro no nosso próprio quintal solar leva apenas alguns meses de aperto em cabines minúsculas e sem muito luxo. Já essa travessia entre estrelas exige uma verdadeira cidade voadora com hospitais, escolas e áreas de lazer para a galera não surtar.

Repare na diferença brutal entre os dois tipos de missões espaciais:

A maior treta desse plano nem é a física pesada, mas sim a cabeça da galera que vai nascer e crescer no meio do caminho escuro. Essas gerações intermediárias nunca vão sentir o vento da Terra no rosto e nem vão viver o bastante para ver a chegada ao novo lar de verdade.

Lidar com a falta de liberdade de escolha e a pressão de viver trancado em um tubo de metal gigante é um desafio pesado para a terapia. Garantir a paz social e evitar revoltas nos corredores será tão difícil quanto manter os enormes motores da embarcação rodando direito.