O crescimento é bom para o Brasil, um dos principais exportadores para a China
A coluna é assinada pelo jornalista Mauro Zafalon, formado em jornalismo e ciências sociais, com MBA em derivativos na USP
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20.ago.2026 às 18h00
A evolução do PIB (Produto Interno Bruto) da China está dentro de um crescimento esperado pelo governo. No primeiro semestre, aumentou 4,7%, em relação a igual período do ano passado.
A boa notícia é que, embora o consumo, de uma forma geral, tem sido um dos pontos fracos da economia chinesa, os gastos com alimentos estão com evolução bem acima do PIB médio.
Segundo dados do governo chinês, o consumo de grãos, óleo e outros produtos alimentícios cresceu 7,4% no primeiro semestre.
Isso reflete no Brasil, uma vez que o país é grande exportador de alimentos para os chineses. Além dos alimentos, o PIB está com boa evolução também nos setores de tabaco, bebidas e álcool.
Esses setores ficam com evolução menor, no entanto, do que a do setor de alta tecnologia, onde a evolução de alguns itens atingiu 48% no semestre. O governo divulgou também os dados da balança comercial, que mostra uma evolução constante dos gastos chineses com a importação de alimentos.
De janeiro a julho, os chineses gastaram US$ 131 bilhões nas importações desses produtos, 12% a mais do que em igual período do ano passado. Em 2020, esses gastos eram de US$ 96 bilhões.
A soja é um dos destaques nas compras externas chinesas, com as importações do país somando US$ 29,3 bilhões neste ano. O volume adquirido foi de 61,9 milhões de toneladas, e o Brasil teve grande participação no fornecimento da oleaginosa para o país asiático.
Nos cálculos dos chineses, 44,5 milhões de toneladas saíram do Brasil; os Estados Unidos forneceram 10,7 milhões; a Argentina, 4,2 milhões, e os outros mercados, 2,5 milhões.
Os dados do governo chinês não batem com os divulgados pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior), uma vez que os números brasileiros indicam a saída do produto dos portos do Brasil, e os dados chineses, a chegada em portos da China.
O percurso entre os dois países é superior a um mês. Os números brasileiros apontam que, de janeiro a julho, as exportações brasileiras de soja para os chineses já somam 57,7 milhões de toneladas.
No setor de carnes, a China reduziu as compras externas para 3,57 milhões de toneladas na soma das proteínas bovina, suína e de frango. Houve redução nas duas últimas, mas aumento na primeira.




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