O candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, foi entrevistado nesta terça-feira (25) pelo jornal O Globo, Valor e CBN. Conduzida pelos jornalistas Milton Jung, Lauro Jardim, Malu Gaspar e Maria Cristina Fernandes, a entrevista começou às 10h30 e teve 1h30…
O candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, foi entrevistado nesta terça-feira (25) pelo jornal O Globo, Valor e CBN. Conduzida pelos jornalistas Milton Jung, Lauro Jardim, Malu Gaspar e Maria Cristina Fernandes, a entrevista começou às 10h30 e teve 1h30 de duração.
Na quarta-feira, o entrevistado será Ronaldo Caiado (PSD). Na quinta-feira será a vez de Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) será recebido na sexta, sempre no mesmo horário.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) também foram convidados para as sabatinas, mas não confirmaram presença até o momento. Foram chamados os candidatos melhor colocados na pesquisa divulgada pela Quaest na semana passada, o primeiro levantamento contratado pela TV Globo e pelo O Globo nesta corrida eleitoral.
Confira a agenda:Terça-feira - Romeu ZemaQuarta-feira - Ronaldo CaiadoQuinta-feira - Renan SantosSexta-feira - Augusto Cury
A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações de Romeu Zema. Leia:
"O Brasil continua dependente de importar óleo diesel e importar gasolina."
A declaração é #FATO. Veja por quê:
Segundo o anuário estatístico da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), em 2025, o Brasil importou 17,1 bilhão de litros de óleo diesel, alta de 19,4% ante 2024, e 3,5 bilhões de litros de gasolina, alta de 27,6%.
O Brasil importa combustíveis para suprir a demanda local. Após o início da guerra entre Irã e Estados Unidos, que afetou a circulação de combustível globalmente, a Petrobras passou a importar diesel da Índia e do Golfo do México para suprir a demanda que não pode ser coberta pelo produzido no Brasil, segundo a diretoria da Petrobras.
Já com relação à gasolina, a elevação da mistura do etanol na gasolina também serviu como medida para reduzir a importação do combustível.
“Não vou abrir mão dos meus princípios éticos, morais e de boa gestão. Dá para conciliar. Em Minas, nós avançamos. Veja se teve escândalo ou fraude durante meu governo?”
A declaração é #FAKE. Veja por quê:
Em setembro de 2025, durante o segundo mandato de Romeu Zema, a Polícia Federal deflagrou a Operação Rejeito, que revelou um esquema de corrupção envolvendo a concessão fraudulenta de licenças ambientais para empreendimentos de mineração em Minas Gerais.
A investigação atingiu integrantes do alto escalão da administração estadual. Dirigentes e servidores ligados a órgãos como a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), o Instituto Estadual de Florestas (IEF) e o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha) foram presos, afastados, exonerados ou alvo de buscas.
Segundo a PF, integrantes do esquema atuavam dentro de órgãos públicos para beneficiar empresas em processos de licenciamento ambiental mediante vantagens indevidas, com indícios de corrupção ativa e passiva, tráfico de influência e improbidade administrativa.
Entre os casos apontados pelos investigadores está o de Arthur Ferreira Rezende Delfim, então diretor de regularização ambiental da Feam. A PF afirma que ele atuou para viabilizar uma licença para a mineradora Fleurs Global apesar de irregularidades. Mensagens obtidas na investigação também indicaram uma cobrança referente aos “50 do Arthur”, interpretada pelos investigadores como possível pagamento de R$ 50 mil.
Breno Esteves Lasmar, então diretor-geral do IEF, também foi alvo da operação e acabou exonerado. Segundo a investigação, ele havia firmado, em nome da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, um Termo de Ajustamento de Conduta que beneficiou uma mineradora ligada ao grupo investigado.
O próprio Zema reconheceu, após a operação, que a Controladoria-Geral do Estado já suspeitava de ilegalidades e realizou averiguações. Na ocasião, afirmou que o governo daria apoio às investigações e que esperava “punição exemplar” para os envolvidos.
“Faltou a Cemig, as demais empresas nos vendemos participações e privatizamos a Copasa e tivemos a grande maioria. Para privatizar a Copasa, é bom lembrar, tinha uma lei antiga na Assembleia Legislativa [de Minas Gerais] que falava que três quintos dos deputados precisavam votar. Não foi maioria simples, foi maioria qualificada.”
A declaração é #FATO. Veja por quê:




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