Derrotado por Lula (PT), o ex-candidato do PL à Presidência da República diz que vai liderar oposição mesmo estando nos EUA
Derrotado por Lula (PT), o ex-candidato do PL à Presidência da República diz que vai liderar oposição mesmo estando nos EUA
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Flávio Bolsonaro (PL) divulgou nesta quarta-feira (28), já nos Estados Unidos, uma carta em que contesta o resultado da eleição presidencial, alega fraude e se declara “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. O ex-candidato também acusa o STF (Supremo Tribunal Federal) de interferência no processo eleitoral.
No documento, Flávio questiona a decisão do ministro Cristiano Zanin que permitiu a continuidade da votação até as 19h em locais afetados por problemas no transporte público. Segundo o STF, as duas candidaturas relataram dificuldades de deslocamento de eleitores durante o segundo turno.
O ex-candidato sustenta que Lula teria recebido mais de 10 milhões de votos adicionais entre os dois turnos em razão de uma suposta fraude.
Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), 34.393 votos foram registrados após as 17h, o equivalente a aproximadamente 0,03% do total.
Lula venceu com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio, uma diferença de cerca de 4,4 milhões de votos.
Saída do Brasil Flávio afirma que deixou o país por considerar que sofre perseguição política e anuncia a intenção de liderar a oposição a partir do exterior.
A viagem foi confirmada nesta quarta-feira. Na noite de terça-feira (27), ele atravessou a fronteira com a Argentina, acompanhado da mulher e das filhas, e seguiu em voo privado até Miami, nos Estados Unidos.
A PF (Polícia Federal) esclareceu que a existência de restrições relacionadas a passaportes não caracteriza, por si só, a condição de foragido.
Apoio internacional Na carta, divulgada por aliados, entre eles o comentarista político Paulo Figueiredo, Flávio agradece aos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, pelo acolhimento e apoio.
O senador também pede atenção da comunidade internacional à situação política brasileira e cita aliados, entre eles o senador Rogério Marinho (PL-RN), ao anunciar que pretende manter sua atuação política.
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