"A gente está oferecendo alternativas para a população", disse Girão - Bianca Amorim/Folha de Pernambuco O candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema (Novo), senador Eduardo Girão (Novo-CE), elogiou, na manhã desta sexta-feira (4), a administração da governadora Raquel Lyra (PSD) à frente do Palácio do Campo das Princesas. Em coletiva de imprensa, antes de participar de um encontro promovido pela Associação Comercial de Pernambuco (ACP), no Palácio do Comércio, no Bairro do Recife, também ressaltou a importância das candidaturas de Carlos Sant'anna (Novo) e de Mendonça Filho (PL) ao Senado por Pernambuco.   

"A gente está oferecendo alternativas para a população (com as candidaturas de Carlos Sant'anna e Mendonça). Alternativas que tenham responsabilidade, e a gente vê a governadora (Raquel Lyra) com muita responsabilidade em relação a esse estado tão importante da nação, que é Pernambuco", declarou Girão. 

STF O candidato comentou a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) após a revelação de conversas entre o ministro da corte Alexandre de Moraes e o dono do extinto Banco Master, o empresário Daniel Vorcaro.  

O senador ressaltou que protocolou, em diferentes oportunidades, pedidos de impeachment contra Moraes e contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Girão também revelou que entrou, ontem, com um pedido de prisão contra o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, por suposta obstrução de justiça. 

"O momento dramático que o país vive hoje ocorre exatamente devido à autoblindagem dos poderosos do Brasil. Já entramos com pedidos de impeachment do Alexandre de Moraes várias vezes. O pedido de afastamento e impeachment do Gonet foi nosso no ano passado ainda", disse. 

Ainda de acordo com o senador, o fato de a Casa Alta não ter analisado os pedidos de impeachment de Moraes demonstra "como o Senado é acovardado".  

"A gente vê um silêncio ensurdecedor na maioria a esmagadora dos senadores, parece que nada está acontecendo", avaliou. 

Propostas Eduardo Girão mencionou algumas propostas do candidato Romeu Zema para a economia e redução da máquina pública. Entre as proposições, está a implementação de uma reforma administrativa, uma das principais bandeiras da chapa, que prevê, entre outras medidas, a redução do número de ministérios e corte de salários acima do teto constitucional.

“Ele (Zema) fez a reforma administrativa lá em Minas Gerais (quando era governador do estado), com o redimensionamento de supersalários. O que ele pôde fazer, fez: cortou privilégios”, exemplificou.

Ainda de acordo com o senador, o país precisa criar um ambiente favorável à redução da taxa básica de juros e paralisar a atividade das casas de aposta on-line, as bets, a fim de reduzir o endividamento das famílias.