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Alexandre de Moraes pediu a Edson Fachin autorização para investigar André Mendonça no inquérito das fake news. Além disso, Moraes citou supostas irregularidades de Mendonça na relatoria das operações Sem Desconto e Compliance Zero e apontou possíveis crimes de improbidade administrativa e abuso de autoridade. Segundo o ministro, relatórios de inteligência da Polícia Federal indicariam quebra de imparcialidade e favorecimento a grupos políticos.Enquanto isso, o pedido ocorre após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF que revelou mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Na sequência, Moraes solicitou à PF relatórios de inteligência que citassem ministros do STF e acusou Mendonça de direcionar investigações contra ele e Davi Alcolumbre. Dessa forma, o confronto entre os dois ministros se intensifica, enquanto o plenário do STF deverá decidir sobre a investigação.Vorcaro relata ter usado “óculos do Maduro” e sido ameaçado de ser jogado de helicóptero da PF

O empresário e ex-proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, relatou ter sofrido intimidações e torturas — físicas e psicológicas — sob custódia da Polícia Federal (PF), em depoimento prestado ao gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. As declarações foram feitas a um assistente magistrado, que é relator de seu processo no STF, sem a presença de agentes da PF a seu próprio pedido.

Na versão de Vorcaro, uma das abordagens ocorreu dentro de um helicóptero da PF, durante o trajeto de São Paulo para Brasília, onde ele teria sido vendado com óculos semelhantes aos "utilizados por Maduro" (o ditador venezuelano Nicolás Maduro, quando transportado por forças militares americanas aos EUA).

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, gravou um vídeo em que atribui ao próprio governo o mérito pelas investigações sobre o que chamou de “maior roubo da história” do Brasil. De acordo com Lula, o banqueiro Daniel Vorcaro tem relações com “muita gente poderosa”.

“Foi no meu governo que ele foi preso e o seu banco, fechado”, declarou o presidente. Ele ainda afirmou que a “nossa democracia” não pode ficar refém do que chamou de “vazamentos seletivos”, referindo-se às últimas notícias sobre o escândalo. Lula citou suspeitas sobre “políticos e agentes públicos envolvidos”.

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