Mais de 3.300 processos envolvendo alegações de dependência relacionadas a redes sociais estão em tramitação na Justiça estadual da Califórnia e outros ...

O YouTube, do Google, chegou a um acordo envolvendo uma pessoa menor de idade identificada pelas iniciais R.K.C. que alegava que a plataforma causou danos à sua saúde mental, informaram os advogados da parte, antes de um segundo julgamento na Califórnia sobre alegações de que o design das redes sociais alimentou uma crise de saúde mental entre os jovens.

Os termos do acordo na ação movida na Justiça estadual são confidenciais, disseram os advogados nesta terça-feira (23).

Um porta-voz do Google, José Castañeda, afirmou em comunicado que o processo foi resolvido de forma amigável e que “nosso foco continua sendo desenvolver produtos adequados à idade dos usuários e controles parentais que cumpram essa promessa”.

A ação movida por R.K.C. foi escolhida como o segundo julgamento-teste de alegações apresentadas por pessoas que afirmam ter sido prejudicadas pelo design de plataformas de redes sociais como o Instagram, da Meta, o Snapchat, da Snap Inc., e o TikTok, da ByteDance. O julgamento contra Meta, Snap e TikTok está previsto para ocorrer em julho.

Mais de 3.300 processos envolvendo alegações de dependência relacionadas a redes sociais estão em tramitação na Justiça estadual da Califórnia. Outros 2.600 casos movidos por indivíduos, distritos escolares, municípios e Estados tramitam na Justiça federal da Califórnia.

O primeiro julgamento, encerrado em março, envolveu o caso de uma mulher que afirmou ter desenvolvido dependência do YouTube, do Google, e do Instagram, da Meta, ainda jovem, em razão do design das plataformas voltado para capturar a atenção dos usuários.

O júri considerou as empresas negligentes e determinou que a Meta pagasse US$ 4,2 milhões em indenização e que o Google pagasse US$ 1,8 milhão. No início deste mês, o juiz rejeitou o pedido das empresas para anular o veredicto.