Jogo evidencia qualidades e suaviza problemas do clássico do Nintendo 64

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Tiago Ribas The Legend of Zelda: Ocarina of Time (2026)

Preço R$ 329,90 Classificação 10 anos Produção Nintendo Plataforma Nintendo Switch 2 Lançamento 5 de novembro de 2026

Alguns lugares da nossa infância ficam marcados para o resto da vida. Ao revisitá-los anos mais tarde, mesmo que tudo esteja diferente, você ainda é capaz de encontrar em detalhes insignificantes sinais que remetem aos momentos especiais vividos ali. Foi assim que me senti ao jogar o remake de "The Legend of Zelda: Ocarina of Time", com lançamento previsto para esta quinta-feira (5) no Nintendo Switch 2.

O game é uma recriação fiel do clássico da Nintendo de mesmo nome, publicado pela primeira vez em 1998, para o Nintendo 64. Considerado um dos melhores e mais influentes jogos de videogame da história, o título foi pioneiro ao introduzir uma série de mecânicas que se tornariam padrão da indústria para jogos de RPG de ação —para citar um exemplo, a possibilidade de travar a mira em um inimigo.

As qualidades do jogo, porém, não se limitam a isso, como o remake comprova. Ainda que o não traga nenhuma grande inovação, o título ainda se mantém atual, com personagens e inimigos célebres, e uma história intrigante e muito bem construída.

O novo "Ocarina of Time", assim como o original, conta a ascensão de Link de uma criança Kokiri a um poderoso Herói do Tempo. Ao longo da aventura, o protagonista superará obstáculos grandes e pequenos, formará fortes laços de amizade com diferentes raças e precisará viajar no tempo para salvar o Reino de Hyrule da destruição pelas mãos do vilão Ganondorf.

Há novas linhas de diálogo e agora alguns dos principais personagens ganharam dublagem —inclusive em português brasileiro—, mas as mudanças nesse sentido são pontuais e em nada alteram a história ou a caracterização desses personagens —Link, por exemplo, continua sendo um protagonista silencioso.

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O jogo também passou por uma reformulação gráfica completa, resultando em um dos jogos mais bonitos do Switch 2. Os cenários são extremamente detalhados, com efeitos de luz e ambiente que dão vida ao mundo de Hyrule de forma impressionante.

A nova direção de arte, porém, tomou o cuidado para manter o espírito dos cenários e personagens retratados no game original. Até pequenos "easter eggs", como o famoso broche do Bowser de Malon, foram mantidos. As principais mudanças notadas parecem estar relacionadas à tentativa de aprimorar a experiência para a audiência moderna.

O principal exemplo é a Pradaria de Hyrule. A área, que funciona como um hub interligando as diversas regiões do jogo, passa a impressão de ser consideravelmente menor, mas também menos vazia. Como o game mantém uma série de missões que exigem que o jogador se desloque de uma área a outra, isso faz com que a experiência de atravessar a pradaria se torne menos cansativa.

Também colabora para isso a possibilidade de correr. O esquema de controle escolhido para acionar o novo movimento, porém, não é dos melhores. Copiando "Elden Ring", é necessário pressionar o botão de rolar e segurar para manter a velocidade, o que dificulta mover a câmera durante o deslocamento.

Fora isso, as adaptações para o controle do Switch 2 são excelentes. O novo sistema para mudança rápida de equipamento, semelhante ao de "Breath of the Wild" e "Tears of the Kingdom", funciona muito bem e reduz a necessidade de ficar acessando o menu do jogo a todo momento. Melhor ainda é o uso das teclas direcionais para colocar e tirar botas especiais e máscaras, tarefa que precisa ser repetida muitas vezes em alguns calabouços.

Os quebra-cabeças e a localização dos itens são muito parecidos aos do jogo original, o que torna a experiência muito mais fácil para os fãs do título de 1998. Para quem irá jogar esse clássico pela primeira vez, são apresentadas diversas dicas apontando para onde ir e o que fazer, impedindo que o jogador fique travado em um determinado obstáculo.

Por outro lado, as intervenções da fada Navi, que perturbavam os jogadores no original, ficaram menos intrusivas e frequentes.