Elton Alves participou da Maratona do Rio - Divulgação Profissional de Educação Física e corredor, Elton Alves conclui sua primeira maratona e compartilha como o processo de treinamento transformou sua forma de ver o esporte, o trabalho e a vida
A maratona, para quem observa de fora, costuma parecer um recorte isolado: a largada, o percurso e a chegada. Mas para o profissional de Educação Física e corredor Elton Alves, a experiência vai muito além do dia da prova. Ela é, sobretudo, um exercício contínuo de disciplina, planejamento e adaptação. Ao concluir sua primeira maratona, Elton revisita mentalmente um ciclo que exigiu mais do que preparo físico. Exigiu organização de rotina, disciplina emocional e capacidade de sustentar o esforço ao longo de meses. “Há algo em comum entre a vida, o trabalho e uma maratona: a tendência de quem está de fora achar que o objetivo final é um fato isolado, desconectado dos processos. Sendo mais específico, para chegarmos a algum lugar, a disciplina de trilhar um caminho é mais importante do que a própria chegada”, afirma Elton Alves. O processo de treinamento, segundo ele, foi marcado por intensidades que testaram seus limites físicos e mentais. Conciliar trabalho em pé, privação de sono e longos treinos exigiu reorganização completa da rotina. “Meu ciclo de treinamento foi intenso para a minha rotina. Conciliar horas de trabalho em pé, privação de sono e treinos cada vez mais longos e desafiadores não foi simples. Quantas vezes me levantei no meio da madrugada para fazer longões de 28 km, 30 km ou 36 km e me perguntei se era isso mesmo que eu queria, ou se eu realmente daria conta”, relata. A vivência prática também reforçou um ponto central da sua atuação profissional: a importância da estrutura. Como educador físico, Elton afirma que o planejamento é o que sustenta o resultado, tanto no esporte quanto na vida. “Enquanto profissional de Educação Física, meu papel também é fazer com que os alunos acreditem em si mesmos. Não se trata de incentivo vazio, mas de reconhecer um potencial que, muitas vezes, eles ainda não enxergam”, explica. Ele destaca ainda um conceito que aplica no dia a dia com seus alunos: a chamada “obediência tática”. “Existe um termo que costumo usar com meus alunos: obediência tática. Não se trata de uma obediência cega, mas de um acordo claro em que a única contrapartida exigida é a dedicação ao plano. Essa lógica se estende para além do treino”, diz. Para Elton, um dos maiores aprendizados da maratona foi entender que nem tudo está sob controle, mas que isso não invalida o processo. Para Elton Alves, um dos maiores aprendizados da maratona foi entender que nem tudo está sob controle, mas que isso não invalida o processo - Foto: Divulgação


0 Comentário(s)
Deixe seu comentário