Estudante do Pará conquista feito inédito para o Brasil na Olimpíada Europeia de Física. Histórias positivas nos ajudam a investir energia na vida
Costumo dizer que há tantos casos que nos mostram bons caminhos, mas nem sempre eles estão em destaque. Uma das explicações é que fatos ruins despertam, na mente humana, medos primitivos compartilhados por todos. Mas, como eu aposto em narrativas positivas, pois elas ampliam a capacidade de imaginar o futuro, hoje trago a história de Eyke Cardoso, aluno no terceiro ano do ensino médio de uma escola do norte do país.
Eyke tem 17 anos de idade e, por mérito acadêmico, tem bolsa de estudos em um colégio particular no Pará. Ele traz para o Brasil, desde 2022, bons resultados em diversas competições estudantis, de diversas matérias, como matemática, física, química, geografia, robótica e astronomia. Ao longo da vida escolar, ele já conquistou cerca de 70 medalhas em diversas competições do conhecimento.
Enquanto a tragédia mobiliza o medo, histórias positivas alimentam a imaginação sobre o que ainda pode ser construído. Do ponto de vista psíquico, elas ajudam o sujeito a investir energia na vida, nos vínculos e nos próprios projetos, fortalecendo a capacidade de enfrentar dificuldades. E isso que Eyke fez:
Eyke é a maior prova de que investir em projetos de extensão acadêmica traz enorme diferencial na jornada de um aluno, tanto é que ele acaba de conquistar um feito inédito: Trouxe uma medalha de bronze da Olimpíada Europeia de Física 2026, o melhor resultado da história do Brasil.
A trajetória de Eyke em olimpíadas científicas é marcada por resultados expressivos. Entre os principais destaques estão medalhas de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), na Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG), na Canguru de Matemática e na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA).
Quando pergunto à Eyke quando percebeu que era uma pessoa com facilidade para os estudos, a resposta vem clara:
Mas o estudante paraense também é consciente na resposta sobre como percebeu que era diferente da grande maioria no âmbito intelectual:
Freud dizia que construímos nosso psiquismo por meio das identificações. Não nos tornamos apenas aquilo que decidimos ser, mas também buscamos nos tornar semelhantes às pessoas que admiramos, amamos e com quem convivemos. Ao frequentar ambientes onde existem pessoas criativas, éticas, inteligentes ou emocionalmente maduras, o sujeito tende a incorporar aspectos dessas figuras como parte do próprio ideal de ego.
Avanço para entender onde o aluno que acaba de conquistar medalha de bronze e a maior nota em Física Experimental da delegação brasileira na Olimpíada Europeia de Física 2026 (EuPhO) quer chegar e ele nos conta que:
Diante de tal performance, busco conhecer alguns segredos que potencializam os estudos e o desempenho desse jovem de 17 anos. Pergunto como ele desestressa e se usa alguma técnica para melhorar o próprio desempenho:
A cronologia das premiações de Eyke
. Primeira participação em olimpíadas. 1 premiação. Menção honrosa na OBMEP
. 7 premiações. Ouro na OBMEP Nacional. Primeiro lugar entre alunos de escolas privadas da Região Norte em seu nível. Único estudante do Pará nesse recorte. Ouro também em competições como Canguru de Matemática, Olimpíada do Oceano e OBA
.28 premiações. Já na 1ª série do Ensino Médio, amplia presença em diferentes áreas do conhecimento. Ouro em OBMEP, Canguru de Matemática, Olimpíada Brasileira de Astronomia e Olimpíada Paraense de Química. Prata na Olimpíada Brasileira de Física. 15º lugar no ranking nacional das seletivas internacionais de astronomia e astrofísica da OBA. Único aluno do 1º ano do Ensino Médio entre os 15 melhores do Brasil
. 32 resultados. 7º lugar nacional nas seletivas para IOAA e OLAA. Único aluno do 2º ano a compor as equipes. Único representante da Região Norte. Primeira medalha internacional, com ouro latino-americano em astronomia. Premiações em matemática, astronomia, química, geografia, robótica, nanotecnologia, língua inglesa e educação financeira
. Bronze na Olimpíada Europeia de Física (EuPhO), na Suécia. Maior nota em Física Experimental da história da delegação brasileiraClassificação para a Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA), no Vietnã




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