O ministro dos Transportes, Óscar Puente, falou a partir do centro de comando da Adif, na estação de Atocha. Descreveu o sucedido como um acidente por alcanc...
Um comboio AVE da Renfe embateu por trás num comboio da Iryo na linha de alta velocidade Madrid-Sevilha, entre Mora e Urda (Toledo), no quilómetro 118. O choque provocou o descarrilamento de duas carruagens e vítimas mortais, e a circulação ficou interrompida nas duas vias do corredor Madrid-Andaluzia.
Oscar uente reconstituiu a cronologia: o sistema de proteção LZB caiu às 8h30, devido a um problema informático que, nas suas palavras, «pode ocorrer com qualquer sistema». Quando isso acontece, ativa-se um mecanismo que imobiliza os comboios. Às 8h36 foi tomada a decisão de retomar a marcha e, às 8h53, o comboio da Renfe embateu no da Iryo, que estava parado. Nesse intervalo, percorreu cerca de 25 quilómetros num troço de 69, segundo o El Confidencial.
Fontes governamentais citadas pelo ElConfidencial apontam também para um possível erro humano após a falha do sistema de segurança, mas ainda não identificaram nenhum responsável. Trabalhadores ferroviários referem uma anomalia comunicada nessa manhã, que teria obrigado a restrições de velocidade, e admitem o recurso ao Bloqueio de Sinalização Lateral (BSL), um regime alternativo baseado em sinais laterais. Não está confirmado oficialmente que o BSL estivesse ativo, nem que o comboio de trás tenha ultrapassado um sinal de paragem ou recebido uma autorização incorreta. A investigação vai analisar os registos do posto de comando, as comunicações com os maquinistas e os dados dos equipamentos de bordo.
Linhas de apoio a vítimas e familiares: Renfe, 900 10 10 20; Iryo, 900 001 403; 112 Castela-La Mancha, 900 122 112.



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