A AngloGold Ashani anunciou, nesta terça-feira (25), a retomada da operação da Planta 2 do Complexo Industrial do Queiroz, em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), após investimentos de aproximadamente R$ 105 milhões. A planta integra as …
A AngloGold Ashani anunciou, nesta terça-feira (25), a retomada da operação da Planta 2 do Complexo Industrial do Queiroz, em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), após investimentos de aproximadamente R$ 105 milhões. A planta integra as Operações Cuiabá da companhia.
“A gente está retomando essa planta a partir de agosto, com investimento de mais de R$ 100 milhões neste ano, para estar mais verticalizado dentro do nosso negócio, que é a grande vantagem competitiva da empresa no Brasil. Com isso, a gente consegue produzir 100% do nosso concentrado de ouro dentro de Nova Lima”, afirmou o presidente da AngloGold Ashanti da América Latina, Luis Lima, a jornalistas, durante a Exposibram 2026, que acontece até quinta-feira (27), em Belo Horizonte.
Com a reativação da unidade, a Anglogold opera integralmente as duas indústrias no Complexo Industrial do Queiroz, dobrando a capacidade de processamento para 280 mil toneladas por ano de material, que podem garantir produção de 300 mil a 310 mil onças de ouro, dependendo do teor de ouro na mina. A unidade também produz até 240 mil toneladas de ácido sulfúrico por ano, a partir do reaproveitamento de materiais gerados no beneficiamento do ouro e atende a diversos setores — como fertilizantes, papel e celulose, siderurgia, mineração e tratamento de água.
No ano passado, disse Lima, a Anglogold Ashanti produziu 275 mil onças de ouro no Brasil, com as operações da mina Cuiabá, em Nova Lima, e da mina Lamego, em Sabará (MG). A companhia passou a reavaliar o modelo geológico da mina Cuiabá, após a redescoberta do corpo mineralizado Viana. A mina começou a operar pelo corpo Viana na década de 1980.
“O corpo Viana tinha a característica de ser um corpo sulfetado. Na época, por falta de tecnologia, a mina acabou deslocando para o eixo de outro corpo principal, que é o Fonte Grande. Onde a gente está hoje, no nível 23. Então, a gente já está lavrando o Viana no nível 19, na parte mais profunda, e buscando explorar as partes mais superficiais da mina e trazendo mais recurso e mais reserva para o nosso negócio nos próximos anos”, afirmou Lima. O executivo disse que já tem furo de sondagem chegando até o nível 32. “Estamos falando de uma expectativa de vida da mina Cuiabá até 2050, 2055”, disse.
O executivo também afirmou que a Anglogold Ashanti deve retomar as operações da mina Córrego do Sítio (CDS), em Santa Bárbara (MG). “É óbvio que tem que passar pela aprovação dos órgãos reguladores. E a gente vem construindo a retomada de CDS já para o próximo ano”, disse Lima.
Em agosto de 2023, as operações da mina foram paralisadas, com demissão de cerca de 650 pessoas. Mas, segundo Lima, a alta nos preços do ouro contribuiu para a empresa decidir pela retomada. Ele acrescentou que a empresa conseguiu reverter os prejuízos e fechar com lucro no Brasil nos dois últimos anos. Ele disse que o investimento para a retomada da operação da mina CDS ainda vai ser definido pela companhia nos próximos meses.
Segundo Lima, o custo total de produção da onça, incluindo o capex, gira em torno de US$ 1,7 mil por onça, então, o preço do ouro acima desse patamar é lucrativo para a operação brasileira da companhia.




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário