Estudo da Ipsos-Ipec mostra que 32% avaliam o governo como ótimo ou bom e 38% classificam a gestão como ruim ou péssima

Estudo da Ipsos-Ipec mostra que 32% avaliam o governo como ótimo ou bom e 38% classificam a gestão como ruim ou péssima

Ricardo Stuckert/PR - 22.jun.2026

23.jun.2026 (terça-feira) - 20h50 Siga o Poder360 no Google

Levantamento da Ipsos-Ipec mostra que a aprovação da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou de 43% para 44%, enquanto a desaprovação passou de 51% para 50%.

A pesquisa mostra que 32% da população avaliam a administração federal como ótima ou boa. O resultado é praticamente estável em relação a março, quando a taxa era de 33%. 

Já a percepção negativa –aqueles que classificam a gestão como ruim ou péssima– recuou de 40% para 38%, mas ainda permanece superior à avaliação positiva. A parcela dos brasileiros que considera o governo regular subiu de 24% para 28%, enquanto 2% não souberam ou preferiram não responder.

Segundo a diretora da Ipsos-Ipec, Márcia Cavallari, apesar da melhora na avaliação regular, “o saldo do governo ainda é negativo” e o cenário segue marcado por “opiniões consolidadas e polarizadas”.

A aprovação do governo é mais expressiva entre eleitores que votaram em Lula em 2022 (62%), moradores da região Nordeste (47%), brasileiros com menor escolaridade (47%) e famílias com renda de até um salário mínimo (41%). O apoio também aparece com mais força entre católicos (38%) e moradores de cidades menores, com até 50 mil habitantes (39%).

Recortes etários mostram que a avaliação positiva cresce entre pessoas com 45 anos ou mais, alcançando 39% entre brasileiros com 60 anos ou mais. Entre os mais jovens, o índice é significativamente menor, ficando em 23% na faixa de 16 a 24 anos.

Em contrapartida, a avaliação negativa é mais acentuada entre eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022, grupo em que 74% classificam a gestão Lula como ruim ou péssima. A rejeição também é maior entre evangélicos (49%), pessoas com ensino superior (46%) e famílias com renda superior a cinco salários mínimos (54%).

Regionalmente, a desaprovação é mais forte no Sudeste (44%), Sul (43%) e Norte/Centro-Oeste (44%), contrastando com o Nordeste, onde a rejeição é de 22%. O levantamento também aponta maior insatisfação entre moradores de capitais e grandes centros urbanos.

A pesquisa foi realizada pela Ipsos-Ipec entre os dias 13 e 17 de junho de 2026, por meio de entrevistas presenciais. Foram ouvidos 2.000 eleitores em 130 municípios brasileiros. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando o total da amostra. O nível de confiança divulgado é de 95%.