A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acusou o seu partido de dar preferência a novos pré-candidatos da sigla na distribuição da verba do fundo eleitoral, valor repassado para arcar com despesas durante a campanha. Leia mais (06/23/2026 - 20h29)
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23.jun.2026 às 20h29 Atualizado: 23.jun.2026 às 20h44
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Mariana Brasil Juliana Arreguy
Brasília e São Paulo
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acusou o seu partido de dar preferência a novos pré-candidatos da sigla na distribuição da verba do fundo eleitoral, valor repassado para arcar com despesas durante a campanha.
Em publicação nas redes nesta terça-feira (23), a parlamentar afirmou que o partido está discutindo uma proposta que prevê repasses semelhantes para ela, que é deputada federal que busca a reeleição, e para novos integrantes do partido que pretendem emplacar um primeiro cargo pela sigla, como Manuela D’Ávila.
Manuela, pré-candidata ao Senado pelo PSOL do Rio Grande do Sul, foi do PC do B na maior parte de sua carreira política.
A deputada argumenta que o partido está descumprindo um compromisso firmado anteriormente em que ela se manteria no partido para que a sigla atingisse a chamada cláusula de barreira, em troca de ser incluída na faixa de candidatos do partido que receberiam o repasse destinado aos "puxadores de voto" nos estados.
Essa faixa se destina àqueles candidatos com maior potencial de captar eleitores em seus estados.
"O PSOL precisa cumprir os acordos que fez conosco. E não está cumprindo. Está rasgando nossos combinados e praticamente nos inviabilizando", disse a congressista, que se disse "chocada e decepcionada".
Erika argumenta que é uma das principais forças do partido em São Paulo. Ela obteve 257 mil votos ao ser eleita em 2022 e foi um dos nomes com maior visibilidade nas recentes movimentações do Congresso pelo fim da escala 6x1.
A cláusula de barreira determina que apenas partidos que alcancem pelo menos um dos critérios de desempenho fixados terão acesso aos recursos do fundo partidário e à propaganda em rádio e televisão.
Segundo a deputada, Juliano Medeiros, ex-presidente do PSOL, que vai se candidatar pela primeira vez, terá "exatamente a mesma prioridade".
Além disso, o texto em discussão estaria propondo faixas de financiamento partidário para os candidatos a deputado estadual e para os candidatos ao Senado, mas não cria uma faixa para os deputados federais, segundo relatos.
As mudanças foram apresentadas em direção do diretório nacional do partido e devem ser deliberadas em reunião na próxima semana.
"Respeito a trajetória deles e adoraria vê-los eleitos, mas isso é o privilégio branco e cis sobrepondo tudo: os acordos feitos conosco, cálculos eleitorais sérios…", disse a parlamentar em rede social.
Os critérios da cláusula incluem a eleição de pelo menos 11 deputados federais, distribuídos em pelo menos nove unidades da Federação, ou a obtenção de, no mínimo, 2% dos votos válidos nas eleições para a Câmara dos Deputados, distribuídos em pelo menos nove unidades da Federação, com um mínimo de 1% dos votos válidos em cada um deles.
Na publicação, Erika diz que o partido desmontou a política nacional de inclusão da sigla que garantia repasses nacionais com ajustes por gênero, raça e para pessoas com deficiência.


