As emergências de hospitais paulistas registraram crescimento na procura por atendimento para doenças respiratórias em comparação ao ano passado, segundo levantamento que o SindHosp fez (Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios de São Paulo). Leia mais (06/23/2026 - 04h00)
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As emergências de hospitais paulistas registraram crescimento na procura por atendimento para doenças respiratórias em comparação ao ano passado, segundo levantamento que o SindHosp fez (Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios de São Paulo).
A pesquisa ouviu representantes de 91 hospitais associados ao sindicato em todo o estado. Os dados mostram que 88% das unidades tiveram aumento desse tipo de atendimento nos últimos 15 dias anteriores à data do levantamento, que aconteceu de 3 a 15 de junho.
No mesmo período do ano passado, 74% (14 pontos percentuais a menos) relataram alta da procura de pacientes com Srag (síndrome respiratórias agudas grave).
O maior crescimento de casos foi entre idosos de 60 a 80 anos, pulando de 7% para 14%. Tanto em 2025 quanto neste ano, a faixa etária de 30 a 50 anos concentrou a maioria dos casos (65% e 68%), respectivamente.
Entre as crianças, houve leve crescimento na faixa de 5 a 11 anos (de 3% para 8%), enquanto os atendimentos de bebês e crianças de até 4 anos permaneceram estáveis, em torno de 8% e 9%, respectivamente.
Na casa da secretária Marly Silva Dias, 41, o filho Samuel, 7, e o marido, Ricardo Barros, 50, tiveram influenza e acabaram procurando um hospital para investigar um possível quadro de pneumonia na criança. Eles moram na região do Rio Pequeno, na zona oeste da capital paulista.
"Meu menino começou com uma febre muito alta. Fizemos um teste rápido de farmácia que deu positivo para influenza. Conseguimos um encaixe na pediatra e ela nos orientou a buscar um pronto atendimento para fazermos um raio-x do pulmão", conta a mãe.
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Os pais levaram o filho ao hospital. Ele recebeu encaminhamento para exames e medicação, em um total de 5 horas de atendimento, mas sem internação. "Não tinha pneumonia, mas muita secreção. Precisamos acompanhar de perto para que não evoluísse. Como ele tem asma, rinite e doenças de infecção respiratória de repetição [pós-Covid], a gente tem um cuidado maior", afirma Marly.
A família toda tinha o quadro vacinal completo e, segundo a secretária, Samuel chegou a tomar a vacina pneumo 20 na rede particular —neste mês, o imunizante passou a integrar o calendário nacional de vacinas para crianças.
"Ele está bem agora, mas está em acompanhamento devido ao histórico médico. E percebemos que muitas crianças na escola e na comunidade também ficaram com influenza", destaca Marly.
Apesar de retratar apenas a percepção e o perfil de pacientes atendidos no estado de São Paulo, o quadro apontado pelo SindHosp está alinhado com os apontamentos do último informe de Vigilância das Síndromes Gripais do Ministério da Saúde, publicado no último dia 13.
O boletim, referente à semana epidemiológica 23, indica que "a maioria das unidades federativas, exceto Rondônia, Tocantins, Maranhão e Pernambuco, apresenta incidência de Srag em nível de alerta, risco ou alto risco".




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