Nível mais alto foi atingido pelo aumento nas novas encmendas e pela retomada do crescimento das exportações

Compartilhar matériaA atividade empresarial da zona do euro cresceu em agosto ao ritmo mais acelerado deste ano, impulsionada ​por um aumento nas novas encomendas — especialmente no setor industrial — ​e pela retomada do crescimento das exportações, de acordo com uma pesquisa que também indicou redução nas pressões sobre os preços.

Isso sugere que a economia se manteve resiliente neste trimestre apesar do conflito no Oriente Médio, após registrar uma expansão de 0,4% no segundo trimestre.

O PMI Composto (Índice de Gerentes de Compras) preliminar para a zona do euro da S&P Global subiu para 52,1 neste mês, ante 52,0 em julho, nível mais elevado desde novembro e acima ⁠da expectativa de 51,7 em pesquisa da ​Reuters. Valores acima de 50 indicam crescimento.

Os dados finais têm se mostrado melhores do que ​os preliminares nos últimos cinco meses.

Os novos pedidos, um indicador da demanda, cresceram pela taxa mais rápida em ⁠40 meses, enquanto os pedidos de exportação aumentaram pela primeira ⁠vez desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022.

“O setor industrial ​é ‌novamente o destaque... com a economia de serviços desempenhando um papel de apoio, registrando mais um mês de crescimento ⁠satisfatório após o desânimo observado no segundo trimestre”, disse Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence.

“Estamos novamente vendo relatos de que a formação de estoques preventivos está ajudando a sustentar o setor de produção de bens em ‌meio ⁠às contínuas interrupções na ‌cadeia de oferta devido ao Oriente Médio... No entanto, há também sinais encorajadores de aumento na demanda por produtos de tecnologia relacionados à IA e de crescente demanda por equipamentos, graças aos gastos maiores com defesa, o que ⁠está ajudando notavelmente a Alemanha, em particular, a alcançar ganhos ⁠de produção cada vez mais impressionantes.”

O PMI de indústria subiu de 51,9 para 52,8, atingindo a máxima em mais de quatro anos e ‌superando a estimativa da pesquisa, de 51,8. O crescimento da produção atingiu seu nível mais alto em 54 meses.

A atividade no setor de serviços manteve-se estável após a recuperação de julho, com o PMI inalterado em 51,7, contrariando as previsões de desaceleração.

O emprego geral aumentou pela primeira vez neste ano conforme as indústrias retomaram ‌as contratações após mais de três anos, enquanto o emprego no setor de serviços cresceu no ritmo mais rápido em oito meses.

As pressões sobre os preços, embora ainda elevadas, continuaram a diminuir, com o aumento dos ⁠custos dos insumos atingindo seu ritmo mais lento em seis meses e a inflação dos preços de produção recuando para a menor marca em cinco meses.

“No entanto, com o PMI preliminar sinalizando um sólido crescimento do PIB no ​terceiro trimestre, o retorno das contratações pelas empresas pela primeira vez neste ano e a inflação permanecendo elevada em termos ​históricos, é provável que uma postura restritiva seja mantida e não se pode descartar novos aumentos iminentes nas taxas de juros”, acrescentou Williamson.

O Banco Central Europeu deverá fazer seu segundo aumento das taxas de juros neste ano no próximo mês, segundo uma pesquisa da Reuters divulgada na ‌semana passada.