A bateria é uma preocupação natural em um celular dobrável. Afinal, o Galaxy Z Fold 8 precisa alimentar duas telas, incluindo um painel interno de 7,6 polegadas, e ainda tem hardware de topo de linha. Por isso, decidi fazer uma análise diária bem detalhada, e acompanhei a autonomia durante vários dias de uso normal, como meu celular principal. 📱 Veja as melhores promoções de celulares no WhatsApp do CT Ofertas Nesse período, o Fold 8 passou por rotinas bem diferentes. Usei

Por Bruno Bertonzin • Editado por Léo Müller | 12/09/2026 às 14:30

Prefira o CT no GoogleA bateria é uma preocupação natural em um celular dobrável. Afinal, o Galaxy Z Fold 8 precisa alimentar duas telas, incluindo um painel interno de 7,6 polegadas, e ainda tem hardware de topo de linha. Por isso, decidi fazer uma análise diária bem detalhada, e acompanhei a autonomia durante vários dias de uso normal, como meu celular principal.

Nesse período, o Fold 8 passou por rotinas bem diferentes. Usei o celular em dias inteiros fora de casa e conectado à rede móvel, durante o trabalho em home office, em fins de semana com mais tempo no Wi-Fi e até em uma viagem internacional entre Brasil e Alemanha.

O uso também variou bastante, mas aplicativos como Instagram, TikTok, Threads, WhatsApp, Samsung Browser, ChatGPT e Spotify apareceram com frequência. Câmera, mapas e outros serviços completaram a rotina em momentos específicos.

Um dos melhores exemplos aconteceu em 20 de agosto. Tirei o celular da tomada por volta das 7h05, com 100%, e cheguei às 21h03 com 13%. Foram quase 14 horas longe da tomada e 6h50 de tela ligada, o maior tempo registrado durante o acompanhamento.

No dia 26, comecei ainda mais cedo, por volta das 5h17. Após 15h43 de uso e 5h55 de tela ligada, o Fold 8 chegou às 21h com 15%. No dia seguinte, saí de casa com apenas 84% e, mesmo assim, terminei cerca de 13 horas depois com 14%.

O resultado mais interessante, porém, apareceu quando o uso caiu de intensidade. Entre os dias 22 e 23 de agosto, passei mais de 34h sem carregar o celular. A carga caiu de 100% para 13% nesse intervalo, com 6h22 de tela ligada somados nos dois dias.

Isso deixa bem clara a diferença entre os dois cenários. Com uso intenso, é um celular para um dia. Em uma rotina mais tranquila, principalmente com mais tempo conectado ao Wi-Fi, dá para entrar no segundo dia sem grandes dificuldades.

A viagem entre Brasil e Alemanha também serviu como um teste fora do padrão. Saí com 100% às 15h08 do dia 31 de agosto e cheguei ao destino 19h38 depois, ainda com 21% de bateria, sem qualquer recarga no caminho.

Houve apenas uma situação em que preferi recorrer à tomada antes de voltar para casa. Em 18 de agosto, o primeiro dia analisado, cheguei às 18h12 com 36% e 4h57 de tela ligada. Como ainda tinha o trajeto de volta, aproveitei para carregar o aparelho. Não significa que ele não completaria o dia, mas foi o único momento em que senti necessidade de garantir uma margem maior.

Viagem Brasil–Alemanha

Os números também mostram por que é difícil resumir a autonomia apenas em horas de tela. Em 20 de agosto, quase sete horas de tela foram suficientes para levar a bateria a 13%. Já no sábado, dia 29, o celular passou 14h38 longe da tomada e consumiu somente 52 pontos percentuais, graças ao uso bem mais leve.

Redes sociais foram responsáveis por uma parcela importante do consumo durante os dias mais intensos. Instagram, TikTok e Threads apareceram repetidamente entre os aplicativos que mais gastaram energia, junto de navegadores, WhatsApp, Spotify e ChatGPT.

No dia 26, por exemplo, o Threads acumulou 1h10 de uso e respondeu por 8,4% do consumo. O TikTok chegou a 8,2% em apenas 28 minutos, enquanto 46 minutos no Instagram representaram outros 7,1%.

Já no sábado, com uma rotina mais leve e bastante tempo no Wi-Fi, o Instagram liderou com 1h01 de uso e 12,7% de consumo. O TikTok apareceu logo depois, com 45 minutos e 9,5%.

Portanto, os resultados não vieram de um cenário artificialmente leve. Nos dias mais exigentes, houve várias horas de tela e bastante uso de redes sociais, navegador e outros aplicativos comuns no cotidiano.

Além do acompanhamento diário, o Galaxy Z Fold 8 passou pelo teste padronizado de bateria do Canaltech. O celular reproduziu vídeos em alta definição no YouTube durante quatro horas consecutivas.

Ao final desse período, o Fold 8 havia consumido 20% da bateria. O resultado ajuda a isolar um cenário específico e serve como contraponto aos testes práticos, nos quais fatores como rede móvel, tempo de tela e aplicativos utilizados mudam bastante de um dia para outro.

A bateria do Galaxy Z Fold 8 dura um dia inteiro com uso intenso e pode passar de um dia em rotinas moderadas. Foi esse o comportamento que se repetiu durante o período de testes.

Nos dias mais pesados, consegui entre aproximadamente 5h30 e quase 7 horas de tela ligada, com carga suficiente para chegar ao fim da rotina. Os resultados normalmente deixaram algo entre 10% e 20% disponível antes de conectar o aparelho à tomada.