As bets investem pesado para anunciar apostas esportivas, dominam transmissões, mas ganham dinheiro mesmo é com cassino online. Informações do mercado indicam que até 80% da grana movimentada pelos sites vêm do tigrinho, aviãozinho, roletas brilhantes e outros joguinhos coloridos com algoritmos desenhados para a casa sempre ganhar. Leia mais (06/25/2026 - 16h53)
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25.jun.2026 às 16h53 Atualizado: 25.jun.2026 às 16h58
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Paulo Saldaña Repórter de educação da Folha de S.Paulo, na sucursal da Brasília. É fundador e conselheiro da Jeduca (Associação de Jornalistas de Educação).
As bets investem pesado para anunciar apostas esportivas, dominam transmissões, mas ganham dinheiro mesmo é com cassino online. Informações do mercado indicam que até 80% da grana movimentada pelos sites vêm do tigrinho, aviãozinho, roletas brilhantes e outros joguinhos coloridos com algoritmos desenhados para a casa sempre ganhar.
A história das bets no Brasil começou no fim do governo Temer (MDB), quando foram liberadas sem nenhum controle. A regulamentação deveria ocorrer nos quatro anos seguintes, mas o governo Bolsonaro (PL) se omitiu.
A participação dos cassinos varia entre as casas, mas, segundo empresários, sem eles o modelo de negócio não se sustenta. Ao mesmo tempo, as bets inflacionaram o mercado publicitário, criando dependência financeira de clubes, emissoras e canais da internet.
Homens apostam mais, menores conseguem burlar controles e os mais pobres comprometem parcela maior de suas rendas. Os dados sobre vício ainda não refletem a consolidação e penetração do mercado, mas relatos de vidas arruinadas e prejuízos em outras áreas da economia não deixam dúvida do tamanho do impacto do caça-níquel online na vida do brasileiro.
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