Em setembro, e perante a escalada da Euribor a três meses, a remuneração dos certificados vai atingir o máximo. As aplicações feitas no próximo mês deverão render 2,5% quanto à componente de base.

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A Judite França já está comigo para mais um Boa Moeda, Má Moeda. Olá, Judite. Bom dia.

Começamos por uma boa moeda?

Sim, há boas notícias para os aforradores que escolheram os certificados de aforro. Em setembro, perante a escalada da Euribor a três meses, a remuneração dos certificados vai atingir o seu máximo. Segundo o Eco, as aplicações feitas no próximo mês deverão render 2,5% quanto à componente de base. A má notícia é que termina um ciclo de subidas das taxas destes certificados. Mesmo que a Euribor continue a subir, a remuneração base não acompanha porque atinge o limite legal. O crescimento deve-se ao fato da evolução da Euribor a três meses estar a ser fixada consecutivamente acima de 2,5%. Na passada sexta-feira, por exemplo, estava já nos 2,52%, valor mais alto em quase dois anos.

Judite, o certo é que desde o início do conflito no Médio Oriente, as taxas de juros estão a subir de forma constante.

Sim, os preços do petróleo levaram ao crescimento do perigo de uma nova espiral inflacionista, o que, por seu turno, fez com que o Banco Central Europeu aumentasse as taxas de juro diretoras logo em junho. Em setembro, segundo o Eco, deverá acontecer nova subida. E assim, os certificados de aforro também levam a uma maior remuneração por estarem associados à evolução da Euribor a três meses. Convém explicar que a taxa, que ficará nos 2,5% representa apenas a base da remuneração dos certificados de aforro desta série F. A esta taxa soma-se um prémio de permanência, que aumenta com o tempo de investimento, variando entre 0,25 pontos percentuais no segundo ano e 1,75 pontos nos últimos dois anos da maturidade de 15 anos.

Judite, temos duas boas moedas.

É uma boa terça-feira.

É uma boa terça-feira. Vamos falar de turismo e de quanto os turistas estrangeiros têm deixado em Portugal. E atenção, que é um novo valor histórico. Só no primeiro trimestre foram 12,9 mil milhões de euros, quase 13 mil milhões de euros. Ora, os estrangeiros gastaram mais 4,2% do que no primeiro semestre do ano passado, portanto, no período homólogo. Isto são dados do Banco de Portugal que foram publicados pelo jornal Negócios. Maio foi o mês em que mais dinheiro entrou em Portugal e fevereiro aquele que viu menor entrada de dinheiro. Estes quase 13 mil milhões de euros, realizados em apenas seis meses, representam também o máximo histórico para um primeiro semestre do ano. Segundo o Negócios, em 2019, ano pré-pandemia, foram registadas receitas turísticas de 7,4 mil milhões de euros e em 2022 o valor subiu para oito mil milhões de euros.

Em apenas quatro anos, os gastos cresceram imenso.

Imenso. Há três nacionalidades que lideram em termos do dinheiro que é deixado em Portugal.

Então, quais são elas?

Os britânicos estão em primeiro lugar, com gastos que rondam os dois mil milhões de euros. A Alemanha ocupa o segundo lugar e os Estados Unidos, o terceiro. Ora, os norte-americanos estão a gastar mais dinheiro a um ritmo mais acelerado do que os alemães. Os espanhóis também têm gastado mais, ocupam o quarto lugar. Ainda assim, foram os brasileiros que mais aceleraram os gastos com um salto de 18% face aos mesmos seis meses do ano passado. Por seu turno, franceses, belgas e angolanos gastam cada vez menos.

Judite, e era interessante vermos também o contrário. Há dados sobre os gastos dos portugueses lá fora?

Há, e também são positivos. Os portugueses gastaram lá fora 3,2 mil milhões de euros, mais 5,3% do que no primeiro semestre de 2025. É em Espanha que os turistas nacionais mais dinheiro gastaram, foram quase 682 milhões de euros, num aumento de 6%. Segue-se França e Itália. Em Angola, os portugueses aceleraram mais os gastos turísticos numa subida de 24,4%, taco a taco com o Brasil. Irlanda também foi um dos destinos escolhidos, seguido de muito perto pelos Estados Unidos.

Boa moeda, Má moeda, com a Judite França. Amanhã há mais. Obrigada, Judite. Até amanhã.

Obrigada. Até amanhã.