Justiça determina que Braskem prove que imóveis não foram afetados pela mineração A Braskem, uma das maiores petroquímicas do país, anunciou nesta segunda-feira (24) que vai pedir recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas, o equivalente a aproximadamente R$ 56 bilhões. O Conselho de Administração da companhia aprovou a medida, mas o pedido ainda não foi protocolado na Justiça. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 (CORR

Justiça determina que Braskem prove que imóveis não foram afetados pela mineração A Braskem, uma das maiores petroquímicas do país, anunciou nesta segunda-feira (24) que vai pedir recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas, o equivalente a aproximadamente R$ 56 bilhões. O Conselho de Administração da companhia aprovou a medida, mas o pedido ainda não foi protocolado na Justiça. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 (CORREÇÃO: na publicação desta reportagem, o g1 informou que a Braskem havia protocolado um pedido de recuperação extrajudicial. Na verdade, o Conselho de Administração aprovou a medida, e a empresa se prepara para oficializar o pedido. A informação foi corrigida às 10h.) No comunicado divulgado nesta segunda-feira, a Braskem afirmou que a recuperação extrajudicial ficará restrita às dívidas financeiras e não afetará as obrigações com fornecedores e clientes. Segundo a empresa, esses compromissos continuam sendo cumpridos normalmente. "A Braskem esclarece que a Recuperação Extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrange quaisquer obrigações da Companhia com seus fornecedores, clientes e demais stakeholders, as quais permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos", diz a empresa, em nota. Ao protocolar oficialmente o pedido de recuperação extrajudicial, a Braskem firmará um acordo com os credores para reorganizar as dívidas, incluindo novos prazos e condições de pagamento. 🔍 Na recuperação extrajudicial, a empresa negocia diretamente com seus credores uma forma de reorganizar as dívidas e depois leva o acordo à Justiça para homologação. É diferente da recuperação judicial, que envolve um processo mais amplo na Justiça. O acordo pode prever, por exemplo, mais prazo para pagar as dívidas ou um período sem pagamentos. Nos dois casos, o objetivo é evitar a falência e dar condições para que a empresa continue funcionando. A decisão já era esperada pelo mercado. Na última sexta-feira (21), a Braskem informou ter mais de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 54 bilhões na cotação atual) em dívidas incluídas na reestruturação. A companhia informou que vinha avaliando medidas para se proteger de eventuais cobranças dos credores. Afirmou ainda que as conversas haviam se intensificado e que avaliava diferentes alternativas para reorganizar suas dívidas financeiras. Boa parte da dívida da Braskem está em títulos emitidos no exterior. Na prática, são recursos que a empresa tomou emprestados de investidores e que precisam ser pagos nas condições estabelecidas na emissão. A Braskem também pediu reestruturação de sua subsidiária no México, a Braskem Idesa, que entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos pelo Chapter 11. O mecanismo permite que empresas continuem operando enquanto renegociam suas dívidas sob supervisão da Justiça. O plano prevê um aporte de US$ 476 milhões da Braskem para manter o controle da subsidiária. O que é a Braskem Braskem Divulgação A Braskem é uma das maiores empresas petroquímicas brasileiras. Foi criada em 2002 a partir da integração de ativos da antiga Odebrecht, hoje Novonor, e do Grupo Mariani. A companhia produz resinas plásticas, como polietileno, polipropileno e PVC, usadas na fabricação de embalagens, peças, tubos e diversos produtos do dia a dia. Também produz insumos químicos, como eteno e propeno, usados por outras indústrias na fabricação de diferentes materiais. A empresa tem operações em países como Estados Unidos, Alemanha e México e tem a Petrobras como uma de suas principais acionistas. A IG4 Capital adquiriu recentemente a participação da Novonor (ex-Odebrecht) na petroquímica. A Braskem enfrenta uma longa fase de dificuldades no setor e pode levar anos para superar os desafios herdados da gestão anterior, segundo a agência de notícias. Além dos preços baixos no setor petroquímico, o caixa da Braskem foi pressionado pelos custos relacionados ao desastre provocado pela exploração de minas de sal em Alagoas. O caso causou o afundamento do solo em bairros de Maceió e levou à remoção de milhares de moradores. SAIBA MAIS AQUI: Desastre em Maceió, dívida alta e queda no setor: o caminho da Braskem até a recuperação extrajudicial