O jeito como Carlo Ancelotti tem usado Endrick na seleção brasileira lembra o roteiro de Lionel Messi na Copa de 2006, avaliou PVC no Fim de Papo, do Canal UOL.Ao comentar a Copa do Mundo de 2026, o colunista disse ver coincidências

Ouvir1×0.5×0.75×1×1.25×1.5×1.75×2×O jeito como Carlo Ancelotti tem usado Endrick na seleção brasileira lembra o roteiro de Lionel Messi na Copa de 2006, avaliou PVC no Fim de Papo, do Canal UOL.

Ao comentar a Copa do Mundo de 2026, o colunista disse ver coincidências de idade, número e minutagem, mas ponderou que o contexto do Brasil é diferente porque a equipe ainda busca se acertar e não está classificada.

O que aconteceu com o Messi em 2006: ele tinha 19 anos e era o número 19, assim como o Endrick é o número 19 e tem 19 anos. O Messi não jogou o primeiro jogo, zero minuto. Jogou o segundo, 26 minutos. Entrou com o jogo 3 a 0. Ontem estava 3 a 0 para o Brasil. Segundo jogo da Copa ele deu ao Endrick igual ao Messi. Só que o Messi fez um gol e foi 6 a 0 para a Argentina. Ontem o Endrick fez o gol, o gol foi anulado e o jogo ficou 3 a 0 do mesmo jeito.PVC

Na sequência, PVC disse que o treinador tenta "fazer a coisa certa" para ganhar a Copa, mas pode errar ao segurar decisões. Para ele, a cautela com o atacante de 19 anos pode ter um custo alto no mata-mata.

Ele tem um olhar para um menino de 19 anos que talvez ele adie a escolha e antecipe a eliminação. Aqui é que está o ponto. Mas não é que ele está falando "vou adiar a escolha" porque eu acho que o certo para a gente ser eliminado é adiar a escolha. Não. Ele está tentando fazer a coisa certa e talvez ele faça a coisa errada tentando fazer a coisa certa.PVC

Renan também apontou que o Brasil ainda não tem um padrão claro de jogo sob Ancelotti e citou que a equipe decidiu partidas em transições rápidas, com roubadas no meio e ataques às costas da defesa.

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O Brasil ainda não tem esse padrão claro de jogo. Como que o Brasil ganhou do Haiti? Em três gols de transição. Os dois primeiros, em roubada de bola no meio de campo. O outro atraindo, fazendo com que a defesa adversária subisse para jogar nas costas para o Vini Júnior.Renan

Nesse cenário, Renan defendeu que Endrick pode se encaixar por potência e velocidade, especialmente se a seleção apostar em baixar a linha, pressionar no momento certo e acelerar em profundidade. Ele também disse que o atacante poderia ser opção para a vaga de Raphinha, que virou dúvida por lesão muscular.

Quando o Brasil baixa a linha para daí pressionar, roubar a bola e sair em transição, o Endrick tem uma velocidade impressionante. Eu não desperdiçaria a potência que tem o Endrick, a vontade que ele tá de entrar em campo.Renan

Já Milly Lacombe avaliou que o desempenho do atacante também depende do coletivo e disse ter receio de que uma "rigidez tática" tire justamente o que ele tem de melhor. Para ela, a seleção precisa encontrar um meio-campo que funcione para o jovem aparecer mais.

Se o treinador vai exigir essa rigidez tática dele e essa cartilha de "não vai chutar de primeira, vai voltar, vai marcar", aí você está matando ele, você está matando o que ele tem de melhor. Eu tenho muito medo de colocarem ele numa caixinha e matarem o futebol dele, que acontece nas frestas mesmo.Milly Lacombe

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