A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, defendeu que não deve haver "um auxílio generalizado a toda a população", dado que a consequ?...
Maria da Graça Carvalho
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, disse, esta quarta-feira, que o Governo está "muito preocupado" com a crise à volta do aumento dos preços dos combustíveis e, falando dos setores mais vulneráveis, explicou a razão pela qual não é feito um "auxílio generalizado a toda a população em termos de apoio".
"O Governo tem uma política e percebe bem os problemas que esta situação geopolítica está a causar nas famílias e empresas portuguesas e percebe bem os problemas de cada um dos portugueses e de quem habita em Portugal", começou por dizer, quando questionada na CNN Portugal sobre se era possível o Governo fazer mais do que está a fazer agora no que ao aumento do preço dos combustíveis diz respeito.
E explicou: "Mantendo o equilíbrio das contas públicas, o Governo tem como política baixar o mais possível o IRS, dar um auxílio nas pensões e nos combustíveis fazer descontos - no ISP, o que está a fazer, até ao fim do ano serão 1.300 milhões de euros. E ajudar os setores vulneráveis".
'Desenrolando' a lista de outros auxílios a que está a ser dada mais atenção, a governante, que na segunda-feira rejeitou que o Governo estivesse a "lucrar" com esta subida de preços, apontou: "Estamos a auxiliar a agricultura, as pescas, os bombeiros, as IPSS's [Instituições Particulares de Solidariedade Social], os táxis, os transportes de mercadorias, os transportes públicos... Todos esses setores, que são auxílios focados, são setores muito importantes. Pensamos que não é correto nestas situações fazer um auxílio generalizado a toda a população, que tem como consequência ajudar tanto quem precisa muito como quem não precisa".
A ministra reconheceu que a subida dos preços dos combustíveis 'toca a todos', mas foi mais longe em detalhar as escolhas do Executivo de que faz parte: "Claro que faz diferença pagar estes valores a qualquer pessoa. Como temos de fazer opções, fazemos opções de ajudar aqueles que mais precisam. O desconto do ISP é para todos, mas depois esse auxílio extra é para setores que precisam de ajudam e que evitam que a propagação do preço vá para a inflação e para o aumento da alimentação e de outros produtos".
Pressionada sobre o teto, o "máximo possível" até onde o Governo pode chegar. Maria da Graça Carvalho clarificou: "Não disse que era o máximo. Esta é a nossa política - sempre. Que as pessoas tenham mais dinheiro disponível, baixando, por exemplo, o IRS, e que ajudar o máximo possível determinados setores. É uma política, um princípio."
"Estamos muito preocupados", sublinhou, garantindo que o Executivo está a acompanhar a situação - e assim continuará.
Quanto ao setor do gás, a governante referiu ainda que no próximo Conselho de Ministros vai ser proposto um auxílio até ao fim do ano (estando agora em vigor até ao final deste mês). "O que se deve esperar é uma continuação dos apoios que estavam a ser dados até 30 de junho", afirmou.
Note-se que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou esta tarde, como já tinha antecipado, o prolongamento dos apoios ao gasóleo agrícola até final do ano, numa despesa estimada em 15 milhões de euros.
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