Valor calculado pelo Banco Central serve de referência para liquidação de contratos futuros
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30.jun.2026 às 9h41 Atualizado: 30.jun.2026 às 17h20
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O dólar fechou em queda de 0,17% nesta terça-feira (30), cotado a R$ 5,163, com dados de emprego do Brasil e dos Estados Unidos em foco.
A moeda oscilou entre os sinais durante boa parte do dia, indo de R$ 5,201 na máxima a R$ 5,163 na mínima. As cotações foram afetadas pela formação da Ptax de fim de mês, uma taxa calculada pelo Banco Central que serve de referência para a liquidação de contratos futuros.
Já a Bolsa firmou queda logo no início da sessão, ainda que tenha reduzido as perdas após a publicação do relatório Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) à tarde. Fechou em recuo de 0,61%, a 172.024 pontos, depois de ter chegado a 170.538 pontos na mínima.
No mês, o dólar acumulou alta de 3%; o Ibovespa, queda de 1%. O principal índice da Bolsa segue penalizado pela saída de saída de estrangeiros do país, que estão voltando a ações de tecnologia dos EUA e da Ásia em vez de aportar em mercados emergentes.
Dados da B3 registram um saldo negativo de R$ 8,75 bilhões no mês até o dia 26 (excluindo IPOs e follow-ons), embora, no ano, o resultado ainda esteja positivo em R$ 32,88 bilhões.
Já no mercado de juros futuros, o dia foi de queda. A taxa para janeiro de 2027 estava a 14% no fim da tarde, em perda de 0,03 ponto percentual em relação ao fechamento da véspera. Já o vencimento para janeiro de 2035 caía 0,1 ponto percentual, para 14,18%.
Assim como o Ibovespa, os juros foram embalados pelo Caged, que aprofundou as perdas na curva vistas de manhã. Os dados de emprego mostraram que 72,9 mil vagas de trabalho formal foram abertas em maio, o segundo mês seguido que a geração de empregos bate recorde negativo, com o pior resultado para maio desde 2020, ano da pandemia. Em abril, foram geradas 85 mil vagas, também pior resultado em seis anos.
O resultado "aponta para uma perda de fôlego do mercado de trabalho formal", afirma Vitor Kayo, economista sênior da Nomad.
"Ainda é cedo para tratar esse movimento como tendência consolidada de desaceleração, mas o BC deve olhar o dado com atenção, sobretudo num momento em que o impulso fiscal de ano eleitoral e a desancoragem das expectativas de inflação já preocupam o Copom (Comitê de Política Monetária)."
A leitura é que, com o mercado de trabalho perdendo ímpeto, a pressão inflacionária sobre a economia pode desacelerar, dando espaço para o Copom seguir cortando a Selic e convergir o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) à meta de 3% até o último trimestre de 2027, o horizonte relevante do comitê.
Em paralelo, as vagas de emprego em aberto aumentaram em maio nos Estados Unidos, segundo o relatório Jolts (pesquisa de vagas de emprego e rotatividade de trabalho). As contratações ainda permaneceram fracas, sugerindo que o mercado de trabalho permanece em um patamar estável apesar de três meses consecutivos de forte crescimento.
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O aumento foi de 9 mil, chegando a 7,594 milhões no último dia de maio. O relatório oficial de emprego dos EUA para junho, o "payroll", será divulgado na quinta-feira (2).
Assim como no Brasil, as divulgações ajudam a calibrar as expectativas para a trajetória dos juros dos Estados Unidos. O Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) baliza as decisões de política monetária a partir de dados de emprego e de inflação. O objetivo é atingir a máxima empregabilidade e convergir o índice inflacionário de referência, o PCE, para a meta de 2% ao ano.



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