Em uma sessão marcada pela liquidez restrita nos mercados, com o feriado de Dia do Trabalho nos Estados Unidos, o dólar recua frente aos principais pares desenvolvidos com as decisões de alguns dos principais bancos centrais marcadas para o decorrer das próximas duas semanas. A perspectiva de um aperto monetário mais amplo no Japão leva a uma disparada do iene, que atingiu o maior nível contra a moeda americana em sete meses nesta segunda-feira. Próximo às 8h55 (horário de Br

Em uma sessão marcada pela liquidez restrita nos mercados, com o feriado de Dia do Trabalho nos Estados Unidos, o dólar recua frente aos principais pares desenvolvidos com as decisões de alguns dos principais bancos centrais marcadas para o decorrer das próximas duas semanas. A perspectiva de um aperto monetário mais amplo no Japão leva a uma disparada do iene, que atingiu o maior nível contra a moeda americana em sete meses nesta segunda-feira.

Próximo às 8h55 (horário de Brasília), o índice DXY, que mede a relação do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, recuava 0,23%, aos 98,95 pontos. A divisa perdia 0,98% frente ao iene, enquanto o euro e a libra esterlina tinham avanços de 0,09% e 0,14% contra o par americano.

A retomada do choque do petróleo reviveu os receios inflacionários e tem alimentado a narrativa por políticas monetárias mais restritivas em algumas das principais economias do mundo. Os investidores passaram a precificar a possibilidade de que o Banco do Japão (BoJ) e o Banco Central Europeu (BCE) precisarão elevar as taxas pelo menos duas vezes até o fim do ano.

Os estrategistas de câmbio do ING observam que já há uma série de notícias favoráveis ao iene precificadas pelo mercado, como a possibilidade de um ritmo mais acelerado de aperto monetário pelo BoJ e a especulação de repatriação de ativos para o país.

Após a leitura mais forte do que o esperado do “payroll”, o relatório de empregos dos EUA, na semana passada, o mercado passou a precificar uma chance de alta pelo Federal Reserve (Fed) em setembro de 60,4%, enquanto 39,6% apostam em uma manutenção. Os dados do índice de preços ao consumidor (CPI) nos Estados Unidos no fim da semana, porém, devem ter maior peso na decisão sobre o rumo da política monetária.

Um aumento nos juros pelo Fed, segundo o ING, pode fazer com que o dólar oscile em uma faixa ampla entre 155 e 160 ienes, em vez de recuar de imediato. “No entanto, prevalecem os riscos de queda caso estejamos subestimando um possível acordo de política econômica entre Washington e Tóquio”, disse o banco.