Turnê 'Together Together' é dedicada a disco recente do artista
benefício do assinante
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
benefício do assinante
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
Salvar para ler depois
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
17.jul.2026 às 23h07
Foi após um coro acalorado de "Evidências" e do funk "Vai Malandra" que Harry Styles surgiu no palco da "Together Together", turnê que chegou a São Paulo nesta sexta-feira (17). A série de shows celebra o álbum mais recente do cantor britânico, "Kiss All the Time. Disco, Occasionally.", em que ele canta sua paixão recém-aflorada pelo house e pela música eletrônica.
Styles aparece correndo. Percorre toda a extensão do palco, uma estrutura megalomaníaca em formato retangular com quatro quadrados no meio —os espaços mais caros do show—, que acomodava fãs um tanto espremidos. Enquanto cantava "Are You Listening Yet?", o britânico cumprimentou todo o público que se espalhava pelo chão e pelas arquibancadas do estádio Morumbis, na região oeste da capital paulista.
Talvez por causa do tempo gelado que faz na cidade, Styles deixou de lado os microshorts que vinha usando em vários shows da turnê. Aqui, vestiu calça azul e uma camisa de manga comprida estampada com margaridas.
O britânico curtiu um pouco São Paulo, afinal. Nos últimos dias, foi visto correndo pelo parque Ibirapuera, fazendo compras em um mercadinho e até indo a um cinema na rua Augusta. Nos rolês, às vezes tirava fotos com fãs; noutras, pedia que abaixassem os celulares.
É inusitado que uma celebridade do tamanho dele não tenha se enclausurado no hotel —como costuma acontecer—, mas essa vontade de explorar as ruas tem muito a ver com a criação do disco que dá base à turnê, que tem mais três datas em São Paulo.
Nos últimos anos, Styles se apaixonou pela corrida e pela música disco enquanto vivia um retiro para se reconectar com a arte. Frequentou baladas em Berlim, correu maratonas e tentou se aproximar o máximo possível de um cidadão comum. Parece ter perdido o apreço pelos excessos estéticos e sonoros e assumido um tom mais sóbrio em "Kiss All the Time. Disco, Occasionally.".
Voltar Compartilhe Ícone Facebook Facebook Ícone Whatsapp Whatsapp Ícone X X Ícone de messenger Messenger Ícone Linkedin Linkedin Ícone de envelope E-mail Ícone de linkCadeado representando um link Copiar link Ícone fechar
Acabou não sendo seu trabalho mais celebrado. Segundo parte da crítica, faltaram hits, clipes marcantes e grandes composições. Mas isso não atrapalha a comunhão que Styles firma show a show com os fãs, um bando inabalável de fiéis que, em sua maioria, segue o cantor desde que ele ficou famoso com a boy band One Direction, no começo dos anos 2010.
Dos cinco integrantes, Styles foi o único que prosperou muito —é, de longe, o mais famoso e prestigiado, com um Grammy de álbum do ano por "Harry’s House", de 2022, inclusive. Foi o repertório desse disco, aliás, que ergueu bastante o show: músicas como "Golden" e "Music for a Sushi Restaurant" foram as primeiras a fazer o público pular.
Os momentos mais íntimos do show reúnem a melancólica "Coming Up Roses", que Styles tocou ao piano, ladeado por um grupo brasileiro de violinistas. A apresentação segue com "Fine Line", outra canção dramática, sobre uma relação que perdura e que ele dedica aos fãs. Na turnê, ela ganha um arranjo grandioso.
Depois de uma pausa, Styles volta com "American Girls" e "Keep Driving". Entre elas, puxou um "Parabéns pra Você" para uma mulher do público que ele entendeu se chamar Lalessa —provavelmente ela tentava avisar que era Larissa. O público se divertiu com a confusão.
A energia dançante retorna com "Dance no More", uma ode à liberdade, ao desprendimento e ao remelexo. Styles faz coreografias ensaiadas e também dancinhas improvisadas, incentivando o público a acompanhá-lo. Na canção seguinte, "Treat People with Kindness", surgiram rodinhas entre a plateia que estava no chão do estádio.
Antes de "Carla’s Song" e "Satellite", Styles voltou a dizer que a dança mudou sua vida quando descobriu quão poderoso era se juntar a estranhos para mexer o corpo. Disse que, por isso, estava grato ao público brasileiro por aparecer ali para fazer justamente isso.




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário