Falta de preparo das escolas e de integração entre serviços públicos desafiam enfrentamento
benefício do assinante
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
benefício do assinante
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
Salvar para ler depois
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Edição Impressa Diminuir fonte
Giovana Kebian Márcia Magalhães
Escutar as crianças, acreditar no que elas dizem e manter um diálogo aberto desde a primeira infância são medidas essenciais para prevenir a violência sexual infantil. Especialistas recomendam que pais e mães conversem com os filhos sobre toques seguros e consentimento para que eles identifiquem situações que ultrapassem os limites e saibam como pedir ajuda.
Essas recomendações aparecem no podcast Escute de Perto, que a Folha lança nesta quarta-feira (4) em parceria com o Instituto Liberta. Em seis episódios, a série aborda diferentes aspectos da violência sexual infantil e reflete sobre as melhores práticas para proteger crianças e adolescentes.
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou mais de 48 mil casos de estupro contra crianças e adolescentes menores de 14 anos em 2025. O número equivale a 131 vítimas por dia.
Voltar Compartilhe Ícone Facebook Facebook Ícone Whatsapp Whatsapp Ícone X X Ícone de messenger Messenger Ícone Linkedin Linkedin Ícone de envelope E-mail Ícone de linkCadeado representando um link Copiar link Ícone fechar
Ainda segundo os dados da entidade, 9 em cada 10 casos tiveram como autores familiares ou outras pessoas conhecidas da vítima. Em 70% das vezes, os abusos ocorreram em casa. Para Luciana Temer, diretora-presidente do Instituto Liberta, o país mantém uma cultura permissiva com esse tipo de violência, que é enraizada dentro das famílias.
A organização aposta na educação e na comunicação com as crianças como estratégia para enfrentar as agressões.
"Ninguém está 24 horas por dia com seu filho ou sua filha. Então, a coisa mais preciosa que você pode dar é instrumentos para que aquela criança se conheça, conheça o seu corpo, perceba as suas emoções, os seus sentimentos, e possa reconhecer situações desconfortáveis e se defender", afirma.
Voltar Compartilhe Ícone Facebook Facebook Ícone Whatsapp Whatsapp Ícone X X Ícone de messenger Messenger Ícone Linkedin Linkedin Ícone de envelope E-mail Ícone de linkCadeado representando um link Copiar link Ícone fechar
A prevenção, porém, ainda enfrenta obstáculos, como a falta de conhecimento das crianças sobre o próprio corpo e a dificuldade ou resistência das famílias em falar sobre o assunto.
Renata Greco, psicanalista e gerente de comunicação do Instituto Liberta, explica que ensinar os nomes corretos das partes íntimas —em vez de chamar por apelidos— é importante para que os filhos entendam o que é privado e quem pode ou não tocá-las. Isso também ajuda a identificar situações desconfortáveis e descrevê-las com clareza para pedir ajuda.
Quando crianças narram uma situação de violência, muitas vezes são desacreditadas. Para Greco, manter uma relação de confiança e acreditar no relato dos filhos evita que eles sofram novas agressões.
Em 2025, o instituto publicou o Guia Saber Liberta, que reúne orientações para que pais e cuidadores abordem o tema com os filhos, de acordo com a faixa etária.




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário