Morte de pecuarista em Rifaina traz mistérios sobre carta, munição e o suposto sumiço de R$ 100 mil após o assassinato da jovem Priscila Lacerda Custodio.
Por Lucas Zanetti, Kaíque Castro, g1 Ribeirão Preto e EPTV
04/11/2026 02h00 Atualizado 04/11/2026
O pecuarista João Roberto Bolelli, suspeito de matar a ex-companheira Priscila Custodio em Rifaina (SP), foi encontrado morto. Ele portava uma carta e R$ 15 mil.
A advogada de Bolelli, Lauriane França, afirmou na segunda-feira (2) que R$ 100 mil desapareceram. Ela também contestou relatos de testemunhas sobre o crime.
Priscila foi baleada em 27 de outubro ao ir devolver a caminhonete de Bolelli. As famílias divergem sobre o empréstimo do veículo.
O irmão de Priscila disse que Bolelli estava acompanhado no local do crime. A advogada do pecuarista nega a presença de acompanhantes.
Com a morte do suspeito, ocorre a extinção de sua punibilidade. A investigação continua para apurar eventual ajuda de terceiros no crime.
Caso de jovem morta por pecuarista tem confronto de versões no interior de SP; entenda
O pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, suspeito de matar a ex-companheira Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, em Rifaina (SP), foi encontrado morto com uma carta escrita à mão e cerca de R$ 15 mil nas roupas, segundo o boletim de ocorrência.
O documento, registrado na segunda-feira (2), também cita uma munição de revólver calibre .38 intacta perto do corpo. Nenhuma arma aparece entre os objetos apreendidos, e o conteúdo da carta não foi divulgado até a última atualização desta reportagem.
A causa da morte também não foi divulgada. A advogada da família do pecuarista, Lauriane Baldini França, disse ao g1 nesta terça-feira (3) que, segundo parentes, o laudo prévio apontou causa desconhecida. Na segunda, ela tinha falado em infarto, com base em conversas informais com a perícia.
A advogada afirma ainda que R$ 100 mil em espécie desapareceram e contesta pontos dos relatos do namorado e de testemunhas sobre o crime. O advogado Diogo Máximo, que representa a família de Priscila, teve acesso ao inquérito nesta terça e disse ao g1 que a história do dinheiro não aparece na investigação.
Segundo ele, é preciso cuidado ao falar dos dois, porque nenhum deles pode se defender. Para o advogado, a família do pecuarista tenta “desqualificar a Priscila”.
João Roberto Bolelli e Priscila Lacerda Custodio — Foto: Reprodução
Procurada pelo g1, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou as informações divulgadas em boletim de ocorrência, mas não informou o teor da carta apreendida com o corpo nem se o suposto desaparecimento de R$ 100 mil relatado pela família do pecuarista é investigado. A pasta também não deu detalhes sobre as causas da morte.
O que falta esclarecer
A causa e a data da morte do pecuarista;O conteúdo da carta;Onde está a arma usada no crime;Se houve desaparecimento de R$ 100 mil, como afirma a família do pecuarista;Quem eram as pessoas que, segundo as testemunhas, chegaram ao local do crime;Se os dados do rastreador, o celular e as imagens da GCM fazem parte da investigação.
O que foi encontrado com o corpo
O corpo de Bolelli foi encontrado na manhã de segunda-feira (2) por um neto, em uma área de mata fechada perto da casa dele, na Fazenda Gordura, em Rifaina. O boletim foi registrado como morte suspeita.
Segundo o documento, os policiais militares encontraram nas roupas do pecuarista uma carta manuscrita, um celular, um relógio, a chave de uma caminhonete e dinheiro. Perto do corpo, havia uma munição de revólver calibre .38 intacta. Os policiais também entregaram à Polícia Civil um canivete.




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário