Mais de 700 civis foram mortos pelo Exército de Mianmar durante o período eleitoral, de agosto de 2025 a janeiro de 2026, de acordo com um relatório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos lançado na segunda-feira (22). Leia mais (06/23/2026 - 19h26)
benefício do assinante
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
benefício do assinante
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
Salvar para ler depois
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
23.jun.2026 às 19h26
Mais de 700 civis foram mortos pelo Exército de Mianmar durante o período eleitoral, de agosto de 2025 a janeiro de 2026, de acordo com um relatório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos lançado na segunda-feira (22).
A junta militar de Mianmar organizou eleições legislativas em dezembro de 2025 e janeiro de 2026 e as apresentou, após cinco anos de regime autoritário, como um retorno à democracia.
Mas a votação não pôde ser realizada em vastas áreas controladas por opositores rebeldes do regime e, ao final, resultou em uma vitória esmagadora e sem oposição dos partidos alinhados ao Exército.
"Entre as vítimas, 224 eram mulheres e 153 crianças", diz o relatório do escritório de direitos humanos, acrescentando que a principal causa das mortes de civis foram bombardeios aéreos, em ataques realizados com jatos de combate e drones.
Questionada sobre quem era responsável pelas mortes, a porta-voz Ravina Shamdasani disse à agência AFP que "essas mortes são atribuíveis ao Exército de Mianmar".
"Isto não significa que outros grupos armados não sejam responsáveis por outras vítimas civis. Estes são os dados confiáveis de que dispomos. Este número não esgota [os casos]", acrescentou.
Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo
Segundo o Alto Comissariado, houve mais mortes de civis em dois períodos, em agosto-setembro de 2025 e de dezembro de 2025 a janeiro de 2026, coincidindo "com o anúncio das eleições e com os avanços do Exército no campo de batalha".
A repressão é um problema desde que a guerra civil tomou conta de Mianmar em 2021, quando o Exército deu um golpe de Estado, encerrando um período democrático de dez anos e depondo o governo eleito de Aung San Suu Kyi.
Os novos parlamentares elegeram o líder do golpe, Min Aung Hlaing, como presidente em uma transição que analistas apontaram como uma manobra para reformular a imagem e manter a continuidade do regime.
O órgão pediu aos países que encaminhem a situação de Mianmar ao Tribunal Penal Internacional e que "cessem e impeçam a transferência para Mianmar de armas (...) bem como combustível de aviação e itens de uso duplo, onde houver risco de que possam facilitar violações" do direito internacional.
benefício do assinante
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
benefício do assinante

0 Comentário(s)
Deixe seu comentário