Os setores medtech e pharma são os que possuem melhores condições de explorar o mercado venezuelano e construir uma posição com risco mais controlado, segundo estudo da consultora L.E.K Consulting. Na outra ponta da pesquisa, óleo e gás , mineração, infraestrutura e private equity dependem ainda de avanços políticos, financeiros e regulatórios ainda incertos no país. Leia mais (06/22/2026 - 09h00)
Editado por Alex Sabino (interino), espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme
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Os setores medtech e pharma são os que possuem melhores condições de explorar o mercado venezuelano e construir uma posição com risco mais controlado, segundo estudo da consultora L.E.K Consulting. Na outra ponta da pesquisa, óleo e gás, mineração, infraestrutura e private equity dependem ainda de avanços políticos, financeiros e regulatórios ainda incertos no país.
Medtech, abreviação em inglês de tecnologia médica, é setor que desenvolve ferramentas, equipamentos, softwares e dispositivos para a área de saúde. Pharma define empresas de desenvolvimento, produção e comercialização de medicamentos.
De acordo com a consultoria, os segmentos farmacêutico e de tecnologia médica têm características que os separam dos demais. Nunca estiveram bloqueados por sanções internacionais e exigem entrada inicial com menor volume de capital. Existe demanda após anos de escassez, embora o poder de compra dos consumidores e a reorganização do sistema de saúde ainda sejam pontos de interrogação.
Em janeiro deste ano, uma operação militar americana resultou na prisão do ditador Nicolás Maduro, abrindo uma transição política em que a sua vice, Delcy Rodríguez, ascendeu ao poder. A economia vinha de crescimento de 6% em 2025, segundo o Cepal, mas o país acumula mais de uma década de crises econômicas e convulsões políticas que resultaram em êxodo estimado em oito milhões de pessoas.
O cenário deixou deteriorado o sistema de saúde nacional, com escassez de medicamentos e equipamentos.
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Para os demais setores, a consultoria aponta reformas que ainda precisam ser definidas, como um novo calendário eleitoral, reestruturação da dívida soberana, estabilidade na produção de petróleo, histórico de pagamentos da PDVSA (a estatal de petróleo) e continuidade das licenças da OFAC, a agência do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos que administra sanções econômicas e comerciais.
"A Venezuela volta a gerar interesse, mas não deve ser lida como uma tese única de investimento. O ponto central é separar onde é possível agir agora, onde faz sentido manter opcionalidade e onde ainda é melhor esperar", afirma Maurício França, sócio da L.E.K. Consulting.
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