O Brasil encerrou a sua participação no Mundial de Ginástica Artística com mais uma medalha. Neste domingo (25), em Roterdã, na Holanda, Flávia Saraiva fi...

O Brasil encerrou a sua participação no Mundial de Ginástica Artística com mais uma medalha. Neste domingo (25), em Roterdã, na Holanda, Flávia Saraiva ficou com o bronze na final da trave. Ela teve um pequeno desequilíbrio durante a apresentação e ficou com a nota de 14,300 (6.100 + 8.200).

Flávia Saraiva ficou atrás da chinesa Zhang Qingying (14,566) e da argelina Kaylia Nemour (14,566). Nemour ficou com o ouro no desempate por ter recebido uma melhor nota de execução (8,266 x 8,066).

Na final não tem estratégia, era fazer o maior nível de dificuldade possível, porque a gente já viu que na classificatória já tinha sido notas muito altas para poder entrar. Acho que foi uma das finais de trave mais difícil para poder entrar nos últimos tempos. Já sabia que a final ia ser difícil. Sabia que tinha que fazer todas as minhas dificuldades para poder brigar. Sei que dava para ser um pouquinho melhor se não tivesse aquele desequilíbrio no mortal lateral, mas a gente entende que faz parte, é o nervosismo também na nossa barriga. Mas fico muito feliz com essa medalha, finalmente consegui depois de 10 anos tentando. Me dá um alívio, mas agora eu quero mais. Flávia Saraiva, ao sportv

Representa uma menina de 16 anos na sua primeira final, muito orgulhosa de ter treinado 10 anos e ter conquistado a sua primeira medalha na trave em campeonato Mundial. Me sinto muito feliz, muito orgulhosa, foi um trabalho muito bem feito, estratégias muito bem usadas para colocar o máximo de dificuldade para que pudesse vir o resultado. A gente sabe que a final é difícil, todo mundo lutando por cada décimo. Queria muito aproveitar essa oportunidade, fazer o meu melhor e ter mais uma medalha para o Brasil e para mim também. É uma honra poder representar o meu país

Na classificatória, Flávia também havia ficado com a terceira melhor nota (14,400), atrás das chinesas Zhang Qingying e Qiu Qiyuan.

Esta foi a primeira medalha de Flávia Saraiva em Mundiais na trave, seu principal aparelho. Antes, seu melhor desempenho havia sido um quarto lugar no Mundial de 2025, em Jacarta, na Indonésia.

Antes do bronze de Flávia Saraiva, o Brasil já havia garantido um ouro no Mundial de Ginástica, no último sábado, com o tricampeonato de Rebeca Andrade no salto.

Neste Mundial de Ginástica, Flávia já havia disputado a final do individual geral, quando terminou na 12ª colocação. Ela, inclusive, caiu durante a sua apresentação na trave, seu principal aparelho, e ficou com 13,233.

Na quarta-feira (21), o Brasil ficou sem medalha na disputa por equipes. A seleção ficou na quinta colocação. China, Estados Unidos e Japão formaram o pódio.

Kaylia Nemour (Argélia): 14,566Zhang Qingying (China): 14,566Flávia Saraiva (Brasil): 14.300Elena Colas (França): 14,100Malina Esposito (Itália): 14,066Skye Blakely (Estados Unidos): 13,633Qiu Qiyuan (China): 13.633Mana Okamura (Japão): 12.666

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