Jones Manol (PSOL), Nikolas Ferreira (PL), Rosa Amorim (PT) e Lucas Pavanato (PL) - Créditos (Jones Manoel_Rafael Melo /Arquivo Folha de Pernambuco); (Rosa Amorim_Felipe Ribeiro-Folha de Pernambuco); ( Nikolas Ferreira// Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados); (Pavanato_Foto: Reprodução Instagram) Em uma campanha cada vez mais influenciada pela presença de lideranças políticas nas redes sociais, os presidenciáveis apostam na inserção digital de aliados para alavancar suas campanhas no segundo turno.
Ontem, o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) se reuniu com a bancada de parlamentares do PL no Congresso e debateu suas estratégias com correligionários de forte presença on-line como os deputados Nikolas Ferreira (PL-SP) e André Fernandes (PL-CE). Por outro lado, o presidente e candidato à reeleição Lula (PT) esteve com parlamentares de esquerda influentes nas redes como os deputados federais eleitos Jones Manoel (PSOL-PE) e Ana Elisa (PT-MG). Lula e Flávio gastaram em alavancagem nas redes, até agora, R$ 2,59 milhões e R$ 7,45 milhões, respectivamente. Esses números, divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), somados ao apoio de jovens lideranças políticas com força digital, revelam uma mudança estrutural nas campanhas. “Nós estamos virando uma página da história política do Brasil”, acredita o professor Rudá Ricci, cientista político. Para ele, quem vira essa página é uma nova geração de parlamentares. “Eu acho que vai aumentar, e muito, a importância daqui por diante das redes sociais também porque está havendo uma vontade do eleitor de mudar a geração de políticos no Brasil. E veja, o eleitor que está fazendo essa mudança é o eleitor que é ou lulista ou vota no campo lulista, ou bolsonarista ou que vota no campo bolsonarista. Isso não está ocorrendo no centrão. É exatamente desses dois campos que são os polos mais importantes da política nacional”, apontou. Estratégias De um lado, visitando Lula, estão pernambucanos como Jones Manoel (PSOL), de 36 anos, Pedro Campos (PSB), 30 anos, e Rosa Amorim (PT), de 29, deputados estreantes da Câmara Federal, mas veteranos no campo digital. Do outro, o mineiro Nikolas Ferreira (PL), de 30, e o paulista Lucas Pavanato (PL), de 28. Juntos, esses quatro parlamentares somam mais de 10 milhões de seguidores. Eles apoiam e aconselham as campanhas dos presidenciáveis com a experiência que criaram nas redes. É evidente que as estratégias divergem. Em relação ao perfil adotado pelo campo dos bolsonaristas, Ricci avalia que eles adotam um tom mais combativo. “Sempre na ofensiva e sem recuar, e a prática do cancelamento. Trata-se de uma ação quase invisível, uma guerra sobre a qual a maioria dos eleitores não tem ideia do que está acontecendo. Essa agressividade gera a impressão de que são muito mais fortes do que realmente são, coibindo as críticas direcionadas a eles”, afirma. O professor cita como exemplo de alvo de ofensiva bolsonarista o grupo “Exército do Lula”, uma comunidade no WhatsApp criada pelo deputado federal André Janones (Rede) que já reúne dois milhões de usuários com o objetivo de organizar a campanha digital do presidente.




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