Em entrega o bairro de Santo Amaro, governadora Raquel Lyra apresenta a vice-governadora Priscila Krause como "filha do Recife" - Foto: Yacy Ribeiro/Divulgação Três dias após garantir a reeleição, a governadora Raquel Lyra (PSD) colocou os pés em Santo Amaro, área central do Recife. A escolha da primeira agenda de rua foi um gesto calculado de ocupação de território e um recado de que o projeto político do seu grupo para a capital pernambucana em 2028 já começou.

O bairro fica na 4ª Zona Eleitoral, onde registrou o segundo pior desempenho na capital (41,62% dos votos contra 53,77% do ex-prefeito João Campos). A disputa no Recife mostrou a governadora desbancando o favoritismo do adversário do PSB. Somou nas nove zonas da capital 437.301 votos (46,07%) contra 473.994 (49,94%). Ao entregar 49 casas reformadas pelo programa Morar Bem, estava ao lado dos vereadores Osmar Ricardo (PT), Alcides Teixeira Filho (Avante) e Flávia de Nadegi (PV, licenciada), além de citar Ronaldo Lopes e Davi Muniz, mostrando articulação na Câmara. Agradeceu a parceria da vice-governadora, Priscila Krause, a quem se referiu como “filha do Recife”. Lembrou que a  ex-vereadora sempre apontou do que a cidade precisava e nunca teve chance de fazer. “Agora a gente tem. E isso é extraordinário.” E quando moradores cobraram um Centro TEA e uma UPA, não se esquivou, mas delimitou as fronteiras administrativas. Afirmou que o estado fará sua parte e cobrou responsabilidades da prefeitura. “Eu vim aqui para ficar, não estou de passagem”, cravou. Ao projetar Priscila, sinaliza já ter em mãos um nome que pode disputar a prefeitura. Informalmente, deu a largada no segundo mandato evidenciando que o Recife de 2028 não é plano para o futuro.