A economia dos Estados Unidos tem apresentado um ritmo sólido de crescimento e a inflação deve atingir a meta de 2% do Fed (Federal Reserve) até o final de 2027, afirmou o FMI (Fundo Monetário Internacional) nesta quinta-feira (25). Leia mais (06/25/2026 - 16h29)

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25.jun.2026 às 16h29

A economia dos Estados Unidos tem apresentado um ritmo sólido de crescimento e a inflação deve atingir a meta de 2% do Fed (Federal Reserve) até o final de 2027, afirmou o FMI (Fundo Monetário Internacional) nesta quinta-feira (25).

A porta-voz do FMI Julie Kozack disse em uma entrevista coletiva que a decisão do Fed por manter a taxa básica de juros foi apropriada, e elogiou o forte compromisso do novo presidente da autarquia, Kevin Warsh, com a estabilidade de preços.

"O ritmo de crescimento da economia dos EUA tem sido sólido", disse Kozack, citando os dados divulgados nesta quinta-feira, que revisaram o crescimento do PIB do primeiro trimestre para uma taxa anualizada de 2,1%, acima do 1,6% divulgado anteriormente.

Ela observou que o consumo do governo se recuperou, os investimentos nos EUA estavam fortes e a produtividade do trabalho permaneceu alta, tornando os EUA um caso um tanto atípico no cenário mundial.

A inflação permaneceu acima da meta do Fed, mas a expectativa é de que diminua, disse ela.

"Devido a essa dinâmica, acreditamos que o Fed tomou a decisão correta ao deixar a taxa de juros inalterada. Quaisquer outras medidas de política monetária por parte do Fed deverão ser tomadas com cautela e precisarão ser cuidadosamente calibradas de acordo com os dados que forem surgindo", acrescentou ela.

O FMI afirmou que observou uma queda nos preços da energia e das commodities desde o acordo entre os Estados Unidos e o Irã para suspender as hostilidades e reabrir o estreito de Hormuz, mas que levará algum tempo para que os preços e os fluxos comerciais do golfo Pérsico se normalizem.

A porta-voz do FMI Julie Kozack disse que, na próxima atualização de seu relatório "Perspectivas Econômicas Mundiais", em 8 de julho, o Fundo decidirá se continuará com os três cenários de crescimento apresentados em abril, que dependiam dos desfechos da guerra no Irã.

Como o estreito de Hormuz permaneceu fechado em maio e mantendo os preços de referência do petróleo acima de US$ 100 por barril, Kozack havia afirmado que a economia global estava passando da "projeção de referência" mais benigna, que pressupunha um fim rápido do conflito, para um "cenário adverso", com crescimento global de 2,5% para 2026.

O FMI está confiante de que a Argentina continuará pagando o que deve ao órgão, mesmo que um relatório de sua própria equipe descreva a capacidade de pagamento como sujeita a riscos excepcionais.

"A Argentina efetuou todos os seus pagamentos ao Fundo, e estamos confiantes de que continuará fazendo-o. Não temos nenhuma preocupação a esse respeito", afirmou Kozack. A Argentina enfrenta pagamentos de dívida de quase US$ 23 bilhões (R$ 119,3 bilhões), incluindo ao FMI, em 2027.

Ela destacou o "papel importante" das instituições financeiras internacionais e de outros bancos multilaterais de desenvolvimento no apoio às estratégias de financiamento de um país.

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No mês passado, porém, a equipe técnica do FMI sinalizou "riscos excepcionais" à capacidade de pagamento da Argentina.