USP aparece no topo do ranking geral, e PUC-SP lidera entre as privadas Profissão vai além da voz e atua em audição, linguagem e deglutição
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18.out.2026 às 23h00
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Quando Júlia Machado, 23, entrou no curso de fonoaudiologia da USP (Universidade de São Paulo), conhecia principalmente a atuação dos profissionais com fala e voz. Hoje, no quinto ano da graduação, após passar por pesquisas em linguagem e chegar à audiologia, área voltada à avaliação e à reabilitação da audição, diz ter descoberto uma profissão muito mais ampla do que imaginava.
Ao mesmo tempo, a fonoaudiologia ganha alunos e estreia no RUF (Ranking Universitário Folha).
De 2015 a 2024, o número de ingressantes em cursos presenciais de fonoaudiologia cresceu 72%, de .814 para 6.550, segundo o Censo da Educação Superior do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). É o 35º curso em número de ingressantes no país.
A USP, que mantém um dos cursos pioneiros de fonoaudiologia do Brasil, criado em 1958, está em primeiro lugar no ranking da área. Entre as instituições privadas, a mais bem colocada é a PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), em sexto.
A música já fazia parte da vida de Júlia Machado antes da universidade. Ela estudou canto popular e foi uma professora do conservatório, que cursava fonoaudiologia, quem apresentou outras possibilidades da profissão.
RUF 2026 traz mudanças em métricas, cursos e avaliações
Na graduação, essa percepção se ampliou. "A gente até hoje descobre coisas. Existe fono forense, fonoestética, fono de tudo. São muitas especialidades", diz.
Essa diversidade inclui audiologia, linguagem, voz, atuação hospitalar, fonoaudiologia educacional e reabilitação neurológica, além de frentes ligadas à deglutição, ao desenvolvimento infantil, ao envelhecimento e à saúde coletiva.
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Segundo Daniela Molini Avejonas, chefe da Fofito (Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da USP), a pandemia de Covid-19 ajudou a ampliar a visibilidade da fonoaudiologia.
Em UTIs, fonoaudiólogos passaram a atender pacientes após intubação, principalmente por dificuldades de deglutição e risco de broncoaspiração, quando alimentos ou líquidos entram nas vias respiratórias, além de alterações cognitivas, respiratórias e de comunicação.




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