Índices futuros dos EUA avançam com forte queda do petróleo e antes de dados de inflação The post Ibovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta sexta appeared first on InfoMoney.
Índices nos EUA fecham em alta, com petróleo e inflação no radar
Sextou! Mas hoje não é exatamente uma data alegre. Ao contrário: a história aconteceu de um jeito avassaladoramente trágico 25 anos atrás, quando dois aviões atingiram as torres do World Trade Center, em Nova York. Um atentado terrorista transmitido ao vivo, em cores e tensões, pela televisão. Ninguém esquece.
A queda do Ibovespa nesta sexta-feira tem um pouco a ver com esse evento, que como um efeito dominó geopolítico, desencadeou todos os conflitos que os EUA entraram pós-11 de setembro de 2001.
A Bolsa brasileira fechou com menos 0,56%, aos 187.206,89 pontos, uma baixa de 1.061,70 pontos. Na semana, se salvou, com mais 1,11%, chegando à quarta seguida no positivo.
O dólar comercial avançou 0,44%, a R$ 5,125, em um dia que tinha tudo para perder terreno frente ao real. As taxas DIs (juros futuros) terminaram com altas por toda a curva, após começarem em baixa.
Do lado de lá do Equador, altas. Nova York subiu com grande amplitude, com um relatório de inflação dentro do esperado, o índice de preços ao consumidor de agosto ainda bem acima da meta do Federal Reserve, mas sem grandes surpresas; e os preços do petróleo voltando a recuar, após ultrapassarem a marca dos US$ 100 ontem.
Mesmo assim, os investidores já entenderam que o Fed provavelmente vai mesmo abrir espaço para a medida mais dura de subir os juros esta semana.
Andressa Durão, economista do ASA, destacou que o núcleo do CPI mostrou alta acima do esperado pelo consenso do mercado, e com os Serviços puxando a surpresa, enquanto o núcleo de bens ficou praticamente em linha com o esperado pela maioria. Os números sustentam uma alta de juros e o dado de agosto deve dar força para Warsh [Kevin Warsh, o novo chairman do Fed] puxar o voto de membros indecisos na decisão da semana que vem. Esperamos duas altas consecutivas de 25bps”.
Wall Street vinha de quedas seguidas esta semana, de modo que a alta de hoje acenou com uma correção, já que o cenário não parece lá muito agradável. Até porque a oferta de petróleo continua baixa e os preços dos combustíveis nos EUA seguem pressionando a inflação.
Na Europa, as Bolsas terminaram no azul, com o impulso de um petróleo mais baixo.
Mendonça não havia seguido à risca o primeiro pedido do presidente do STF e foi imediatamente criticado.
IPCA tem deflaçãoOs podres que podem sair daí e afetar as eleições (outra vez) tiraram a tranquilidade do mercado em um patamar que nem mesmo a deflação de 0,32% do IPCA de agosto, uma queda mais forte do que a esperada, animou.
Até porque, segundo analistas, esse resultado do IPCA pode ser passageiro, com câmbio, petróleo e clima pesando nas preocupações. O recuo em agosto foi puxado por itens temporários, como energia e passagens aéreas; e a projeção é de alta nos próximos meses, fechando o ano acima do teto da meta.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, até tentou acalmar os ânimos, dizendo que é preciso estabilizar as regras fiscais no País para então olhar para o desenvolvimento econômico.
Só que é um morde-e-assopra, já que também disse que o pagamento de benefícios sociais e previdência não será desvinculado do salário mínimo, algo que o mercado vem clamando há um tempo.
Pois bem, enquanto as eleições fazem as instituições desmoronarem, os investidores tentam se precaver. Brasília não anda ajudando, algo comum em anos eleitorais, já que a carnificina pelo poder só aumenta a cada ciclo, por isso o investidor entra em modo proteção.
Os principais ativos são um exemplo disso. Vale (VALE3) recuou 0,04%, em dia que chegou a perder quase 1%. Petrobras (PETR4) desceu 0,24%, acompanhando o petróleo no vermelho, o que fez também as petroleiras juniores irem pelo mesmo caminho, como a PRIO (PRIO3), que se recuperou no final e terminou no zero. Mas Petrobras pode estar sendo subestimada pelos analistas.
Os bancos terminaram mistos, com Banco do Brasil (BBAS3) sendo o único no vermelho, com 1,36%. Bradesco (BBDC4) também patinou e terminou com mais 0,60%, máxima do dia, alta construída nos minutos finais. Itaú Unibanco (ITUB4) e Santander (SANB11) tiveram um dia mais tranquilo, com respectivamente 0,90% e 2,34%.
Embraer (EMBJ3) segue em seu bom momento e ganhou 1,17%.
Já os varejistas, na grande maioria, perderam terreno: Magazine Luiza (MGLU3) desceu 3,03% e Lojas Renner (LREN3) cedeu 1,05%.




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