O Ministério das Relações Exteriores do Brasil afirmou, nesta quarta-feira (24), que o tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem origem em uma "tentativa de interferência externa" na Justiça brasileira. Nas redes sociais, o Itam…
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil afirmou, na quarta-feira (24), que o tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem origem em uma “tentativa de interferência externa” no Judiciário brasileiro. O Palácio Itamaraty completou, ainda, que os “traidores da pátria” não conseguirão “reescrever a história”.
“Os traidores da Pátria não conseguirão reescrever a história. O Brasil sabe que o tarifaço tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na justiça brasileira”, escreveu o Itamaraty em sua conta oficial na rede social X, replicando tom adotado neste período pré-eleitoral pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aliados.
A mensagem diz respeito às investigações conduzidas pelo governo americano com base na Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos e ao tarifaço. É também uma referência às articulações da oposição e integrantes da família Bolsonaro que levaram à sanção do Brasil pelos EUA.
Recentemente, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que é pré-candidato a presidente, inscreveu-se para discursar em uma audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) sobre o novo tarifaço contra o Brasil. Segundo o jornal O Globo, isso deve ocorrer no dia 6 de julho e Flávio deve pedir a suspensão das tarifas e defender o Pix, alvo das sanções e tema que vem também pautando o debate eleitoral.
Como mostrou o Valor, apesar das sucessivas rodadas de negociação sobre as tarifas propostas pelo governo Trump contra produtos brasileiros, integrantes da gestão Lula avaliam com pessimismo o andamento das tratativas. A expectativa, até o momento, é que será improvável a construção de um acordo definitivo entre os dois países.
A percepção no governo brasileiro é de que as conversas avançam sem um horizonte claro, principalmente porque os Estados Unidos ainda não indicaram quais pontos estariam dispostos a negociar. Sem sinalizações concretas por parte da Casa Branca, interlocutores avaliam que há pouco espaço para um acordo efetivo e citam forte interferência política no processo. Além disso, o clima positivo entre Lula e Trump também já não é o mesmo.




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